O corpo humano é realmente muito complexo. Veja o caso da Esclerose Múltipla: é uma doença inflamatória e autoimune, em que o próprio sistema imunológico ataca a bainha de mielina, um dos componentes do sistema nervoso. O que era para nos proteger, acaba sendo o “vilão” nesse tipo de doença.

Causas

O que leva a esta agressão do organismo ainda não está definitivamente comprovado, porém sabemos que o sistema imune ataca a capa de proteção dos neurônios  do sistema nervoso central, levando a uma inflamação crônica e progressiva.
 

Sintomas e diagnóstico

Nem sempre é fácil diagnosticar a doença, já que os sintomas podem ser sutis e inespecíficos, como fadiga, visão turva e formigamentos. Uma pessoa jovem, principalmente do sexo feminino, com esses sintomas, tem necessidade de uma investigação mais aprofundada. É importante explicar também que na sua forma mais comum a EM é uma doença remitente-recorrente. Isso significa que os surtos são imprevisíveis e podem trazer novos sintomas ou intensificar os existentes. 
Entre os exames que ajudam a confirmar a doença estão a análise do líquido cefalorraquidiano e a ressonância magnética. O diagnóstico precoce é importantíssimo, pois quanto antes a doença for tratada, melhores são os resultados. Com o tratamento a maior parte dos pacientes pode ter uma vida plena.
 

Fatores de risco

A Esclerose Múltipla é resultado de uma combinação de diversos fatores. Sabemos que é importante existir uma predisposição genética. Algumas teorias apontam a falta de exposição ao sol ou infecções por vírus como fatores desencadeantes. 
 

Prevenção

Como tem um perfil autoimune, a prevenção nem sempre é possível. Ainda assim, investir em qualidade de vida, aproveitar os horários de menor radiação e tomar sol, além de fazer acompanhamento médico regularmente pode ajudar a manter a saúde.
 

Tratamentos

Atualmente, já é possível ter uma vida relativamente normal com a Esclerose Múltipla. Isso porque há medicações que buscam reduzir ou evitar os novos surtos, reduzindo a chance de complicações da doença. Para alguns casos, é indicada também a fisioterapia. É importante que o paciente siga rigorosamente o tratamento.
 
Para quem convive com a doença, a prática de exercício físico pode ser muito benéfico para a saúde, pois pode ajudar a aliviar os sintomas e até a minimizar o risco de certas complicações no futuro. Atividades de fortalecimento muscular, atividades em meio aquático e ioga são algumas das alternativas para quem tem esclerose múltipla. Além de aumentar a resistência física e a fadiga, há melhora do humor, ajuda no controle do peso, melhora no controle da bexiga, e impacta positivamente na qualidade de vida. Para a prática, é possível adaptar os treinos dentro das limitações de cada um.    

E, não esqueça: fazer acompanhamento médico regular e estar atento ao corpo fazem parte da busca por uma vida saudável.


Publicado em maio e atualizado em agosto.