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ASCO 2021: Destaques da edição

Dr. Carlos Dzik apresenta os destaques da edição deste ano do congresso de Oncologia

​​​​​​​O Dr. Carlos Dzik, diretor de Oncologia do Hospital Nove de Julho esteve presente nas conferências do ASCO 2021 e traz as novidades apresentados no congresso. Confira:

Estudo sobre o câncer de próstata apresentados na plenária

Um estudo bastante esperado tratou pacientes com doença metastática resistentes à castração após várias linhas de tratamento, tanto hormonal, quanto podendo ter recebido até duas linhas de quimioterapia.

Os pacientes foram randomizados entre o tratamento com o Lutécio radioativo ligado à molécula de PSMA, versus tratamento convencional, que envolvia eventualmente uma quimioterapia ou hormonioterapia de segunda linha, de terceira linha, enfim, algum tratamento de suporte não muito ativo.

Esse estudo mostrou uma redução de 28% no risco de morte, favorecendo o grupo que recebeu o PSMA Lutécio radioativo com prolongamento da sobrevida mais ou menos igual da sobrevida global e da sobrevida livre de progressão radiográfica, da ordem de quatro meses.

Inovações no tratamento do câncer no rim

Um estudo muito importante apresentado na sessão plenária ASCO 2021, chamado Keynote 564, apresenta o tratamento adjuvante com imunoterapia em câncer de rim em células claras, tumores de alto risco de recidiva.

O estudo randomizou praticamente mil pacientes e comparou Pembrolizumabe - por um ano - versus placebo. Foi um estudo positivo no seu desfecho primário, de sobrevida livre da doença, que é a composição de óbito ou progressão de doença.

Esse estudo foi positivo em 9% absoluto, favorecendo o grupo de tomou a medicação Pembrolizumabe. Houve, também, um benefício absoluto de 3% na sobrevida global. Os dois desfechos foram estatisticamente significativos, ou seja, na sua plenitude foi um estudo considerado positivo.

Esse foi um de cinco estudos que estão sendo feitos faz uns dois ou três anos, com outras formas de imunoterapia, e com inibidores de checkpoint de outros laboratórios e esse é o primeiro a ser relatado.

Uma série de pontos serão discutidos no decorrer das próximos semanas ou meses como, por exemplo, a magnitude do benefício, a falta de crossover no braço controle enfim, questões extremamente importantes para a decisão se este estudo altera a prática clínica a partir de agora.

Estudos sobre melanoma

O destaque é o estudo sobre um inibidor de LAG3, outro checkpoint que, em associação com o Nivolumabe, se mostrou extremamente interessante no cenário neoadjuvante, com resposta patológica de quase 60% e toxicidades grau 3 e 4, da ordem de 16 e 19%.

A mesma combinação foi testada num segundo estudo, agora de fase 3, da doença metastática, que mostrou um prolongamento da sobrevida livre de progressão, em comparação com Nivelumabe e imunoterapia, com mais de 700 pacientes.

O interessante é que esta é uma combinação que faz associação com uma atividade que pode ser semelhante à combinação de Ipilimumabe e Nivolumabe. Obviamente, vai ser necessário um estudo comparativo cabeça a cabeça, mas já se mostra promissor. Isso é importante porque muitos dos nossos pacientes não toleram a associação de Ipilimumabe com Nivolumabe, quando os estudos mostram toxicidade grau 3 e 4, que pode chegar a 70, 80 ou 90%.​

Vídeos

O Dr. Carlos traz informações importantes acerca dos avanços dos estudos para tratamento de melanoma. Assista o vídeo e saiba mais!​​


 
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Dr. Carlos traz informações sobre os avanços importantes no tratamento de neoplasias nos rins! ​Confira no vídeo abaixo:


 


O Dr. Carlos traz informações importantes sobre dos avanços dos estudos para tratamento câncer de próstata, na cobertura da ASCO 2021. Confira as novidades no vídeo abaixo:

 
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