Tabagismo: é possível parar de fumar
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Tabagismo: é possível parar de fumar

​​​​​​​​​​​​Pessoa quebrando um cigarroO tabagismo é o ato de consumir produtos que contenham tabaco. Entre eles estão cigarros, charutos, cachimbos, fumo de rolo, rapé e narguilé. "Anteriormente, fumar era considerado um hábito. Atualmente é considerado uma doença, devido ao seu potencial de causar dependência", afirma o pneumologista do Hospital 9 de Julho, Dr. Alexandre Kawassaki.

Segundo dados da Organização Mundial da Saúde (OMS), o tabagismo é a principal causa de morte evitável no mundo. A entidade aponta que cerca de 1,2 bilhão de pessoas (a grande maioria, homens), sejam fumantes. "Pela OMS, tabagista ativo é aquela pessoa que fumou ao menos 100 cigarros durante a vida e que continua fumando", explica o médico.

Segundo ele, o tabagismo causa muitos males, principalmente doenças respiratórias (como bronquite crônica e enfisema), doenças cardiovasculares (angina e infarto, acidente vascular cerebral, aterosclerose) e cânceres (boca, garganta, pulmão, esôfago, estômago, bexiga, entre outros).

De acordo com o Instituto Nacional do Câncer (INCA), os produtos com tabaco possuem cerca de 4.700 componentes tóxicos. Entre eles estão a nicotina, substância responsável por provocar dependência química. Ela é considerada um composto psicoativo, que produz sensação de prazer. Quando ingerida, produz alterações no Sistema Nervoso Central semelhantes ao que ocorre quando se usa cocaína, heroína ou álcool. Como o organismo vai se adaptando à nicotina, o fumante necessita de cada vez mais tabaco para ter a mesma sensação de prazer. O tabaco também contém monóxido de carbono, gás venenoso idêntico ao que sai do escapamento de automóveis. Outros componentes presentes são o alcatrão, presente nos agrotóxicos, e substâncias radioativas, causadoras de câncer.

"Há pelo menos três tipos de dependências relacionadas à nicotina. A primeira é a dependência química, provocada pela nicotina. Há ainda a dependência psicológica e o condicionamento em fumar, ou seja, o hábito em si", explica o pneumologista.

Por isso, segundo ele, o tratamento deve ser direcionado aos tipos de dependências do paciente, para ter mais chances de sucesso. "Para a dependência química, há medicações que atenuam os efeitos da abstinência. Para a dependência psicológica podem ser recomendados ansiolíticos, antidepressivos e psicoterapia. Para o hábito, há recomendações e orientações voltadas para a mudança no estilo de vida", diz Dr. Kawassaki.
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