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Labirintite: o que é, sintomas e tratamento

Tontura, vertigem e pressão no ouvido estão entre os principais sintomas

A labirintite é uma condição que afeta o labirinto, uma estrutura essencial localizada no ouvido interno responsável pelo equilíbrio e pela audição do corpo humano. Embora seja considerada uma condição séria, é também relativamente rara. 

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​​​O que é labirintite? 

Labirintite é uma condição caracterizada pela inflamação do labirinto, uma estrutura localizada dentro do ouvido interno. Estatísticas indicam que menos de 1% dos casos de tontura e vertigem são de fato referentes à labirintite. No entanto, o termo "labirintite" se tornou popularmente utilizado para descrever qualquer sensação de tontura, independentemente da sua causa real. 

​​O que causa labirintite? 

Geralmente, essa inflamação é desencadeada por infecções respiratórias, como gripes e resfriados, onde o vírus ou bactéria responsável pela infecção atinge o labirinto, causando essa inflamação.  

Infecções virais, tumores e estresse também entram na lista das possíveis causas. Além disso, condições como diabetes e hipertensão, devido ao impacto nos vasos sanguíneos e outras estruturas da região, às vezes podem desencadear a condição. 

​​Quais são os sintomas de labirintite? 

Os sintomas característicos da labirintite incluem: 

  • Tontura;  
  • Vertigem;  
  • Perda de audição;   
  • Zumbido;  
  • Pressão no ouvido;  
  • Enjoos e vômitos; 
  • Transpiração excessiva; 
  • Dor de cabeça intensa. 

Alguns desses sintomas, como a tontura e a dor de cabeça, podem ser confundidos com os sintomas da anemia. Por isso, é fundamental consultar o médico para um diagnóstico correto. 

​​Outras condições que causam tontura 

Existem diversas condições que podem causar tontura e vertigem, muitas vezes sendo indicadores de problemas de saúde subjacentes. O ouvido, responsável pelo equilíbrio do corpo, é altamente demandante de energia, necessitando de um suprimento constante de açúcar e oxigênio. Qualquer fator que interfira nesse suprimento pode desencadear tonturas.  

Entre as causas comuns de problemas no labirinto, destacam-se:  

  • Hipertensão; 
  • Reumatismo; 
  • Diabetes; 
  • Uso de substâncias ototóxicas (como certos antibióticos e anti-inflamatórios); 
  • Mudanças abruptas na pressão barométrica (como mergulhos e viagens de avião); 
  • Infecções virais e bacterianas; 
  • Doenças do ouvido; 
  • Consumo excessivo de cafeína; 
  • Tabagismo; 
  • Ingestão de álcool ou drogas; 
  • Aterosclerose, condição que causa o enrijecimento e estreitamento das veias e artérias; 
  • Traumas sonoros; 
  • Problemas na coluna cervical ou na articulação da mandíbula; 
  • Estresse e questões psicológicas; 
  • Traumas na cabeça.  

Portanto, tanta variedade de causas ressalta a importância de uma avaliação médica abrangente ao lidar com sintomas de tontura e vertigem. 

​Exame para labirintite: como é feito o diagnóstico? 

Para diagnosticar labirintite, o médico geralmente se baseia nos sintomas relatados pelo paciente e no histórico médico.  

Além disso, podem ser solicitados exames adicionais, como análises sanguíneas, audiometria e testes específicos de equilíbrio, para avaliar a função do sistema vestibular. 

​​Labirintite tem cura? 

A labirintite pode ser curada em muitos casos. Para alcançar a cura, é crucial obter um diagnóstico preciso, controlar fatores de risco e seguir o tratamento adequado.  

Geralmente, o tratamento inclui o uso de medicamentos específicos para reduzir a estimulação do labirinto, aliviar a tontura e reduzir o enjoo durante as crises.  

​​Como é feito o tratamento da labirintite? 

O tratamento da labirintite é personalizado conforme as causas subjacentes à condição. Sendo assim, pode envolver: 

  • Uso de medicamentos: conhecidos como antivertiginosos, que ajudam a controlar os sintomas de vertigem e tontura, e o uso de anti-inflamatórios para reduzir a inflamação no labirinto. 
  • Exercícios específicos para reabilitação vestibular.  
  • Cirurgia: em casos mais complexos, uma intervenção cirúrgica pode ser necessária para resolver o problema. 

​​Crise de labirintite: como amenizar?  

Para amenizar uma crise que de fato é de labirintite, é fundamental buscar tratamento especializado com um médico. No entanto, para prevenir episódios de tontura, que podem surgir em diferentes momentos da vida, algumas medidas podem ser adotadas, tais como: 

  • Priorizar um sono adequado; 
  • Controlar doenças que podem desencadear tonturas, como problemas cardiovasculares e diabetes; 
  • Limitar o consumo de bebidas alcoólicas e cafeína; 
  • Gerenciar o estresse e a ansiedade de forma eficaz; 
  • Praticar exercícios físicos regularmente; 
  • Manter uma dieta equilibrada e saudável; 
  • Evitar ambientes com excesso de estímulos visuais e sonoros. 

​Remédio para labirintite 

Conforme explicamos anteriormente, para tratar a labirintite, podem ser prescritos medicamentos específicos, como os antivertiginosos, que auxiliam no controle dos sintomas de vertigem e tontura. Além disso, também podem ser indicados anti-inflamatórios para reduzir a inflamação no labirinto. 

​​​Qual médico procurar? 

Para o diagnóstico e tratamento da labirintite, o médico mais indicado é o otorrinolaringologista, especialmente aquele com especialização em otoneurologia. No entanto, em alguns casos, pode ser necessário um tratamento que envolva diferentes especialidades médicas, como neurologistas, psiquiatras e fonoaudiólogos, para abordar de forma mais abrangente os sintomas e possíveis complicações da condição. 

O Hospital Nove de Julho conta com uma equipe de profissionais altamente especializada e ainda disponibiliza aos pacientes centro cirúrgico equipado com todo o material necessário para realizar desde as mais simples até as mais complexas intervenções em otorrinolaringologia. 

Já o Centro de Dor e Neurologia do Hospital Nove de Julho conta com o atendimento de neurocirurgiões, anestesistas, fisiatras, neurologistas e cirurgiões bucomaxilofaciais, entre outros. Em um mesmo espaço, é possível realizar exames com os melhores recursos tecnológicos, como a eletroneuromiografia (ENMG), a eletroencefalografia (EEG) e o exame de Potencial Evocado (Bera). ​

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