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Cintilografia óssea: o que é, como é feita e qual sua importância?

Exame gera imagens para o diagnóstico de doenças ósseas

A cintilografia óssea é um exame de imagem da medicina nuclear que utiliza uma substância que se liga ao osso associada a um emissor de radiação chamado radioisótopo. Esse composto é conhecido como radiofármaco e é injetado em baixas doses de radiação, dentro dos limites de segurança estabelecidos por normas internacionais. Uma vez inserido no paciente, esse radiofármaco se liga ao osso saudável e, de forma diferente, ao osso doente, sendo a distribuição no esqueleto visualizada por meio de imagens geradas nos equipamentos da medicina nuclear, que são basicamente detectores de baixa radiação emitida pelo radiofármaco.

O que é e para que serve a cintilografia óssea?

A cintilografia óssea é um exame realizado com o uso de radiofármaco que se liga ao osso, proporcionalmente ao grau de atividade da célula formadora de osso, chamada osteoblasto. Áreas com maior ou menor formação óssea consequentemente captarão mais ou menos o radiofármaco injetado no paciente, de modo que serão detectadas e visualizadas por meio das imagens do esqueleto geradas pelos equipamentos de medicina nuclear.

Segundo o Dr. Heitor Naoki Sado, coordenador médico do Setor de Medicina Nuclear e PET/CT do Hospital Nove de Julho: “Atualmente, existem equipamentos que associam as imagens da cintilografia óssea com imagens da tomografia computadorizada. Esses equipamentos são chamados de SPECT/CT e melhoram a localização de possíveis lesões, assim como melhoram o acerto diagnóstico.".​ 

Quando o exame é indicado?

Uma das principais indicações da cintilografia óssea é no rastreamento de metástases ósseas dos principais tipos de câncer que acometem a população. Metástases são depósitos de células cancerígenas que saem do local de origem do tumor e se espalham pelo corpo, sendo o esqueleto um dos locais frequentemente acometidos por metástases. Outras indicações da cintilografia óssea são a avaliação de infecção óssea (osteomielite), osteonecrose, doenças osteometabólicas, como hiperparatireoidismo, displasia fibrosa e alguns tipos de fratura, como por estresse, que pode acontecer em atletas.

Como é feita a cintilografia óssea?

A cintilografia óssea é feita com o auxílio de uma injeção na veia de radiofármaco, que é captado normalmente pelo osso. O exame é seguro, com doses de radiação baixas e dentro dos limites permitidos para a população, sendo semelhante ou, por vezes, até menor que a radiação empregada nos exames de tomografia computadorizada. Apesar do desconforto da punção venosa, o volume injetado é muito pequeno, em geral menor que 10 mL, e o risco de reações é extremamente baixo, sendo menor que 1%. Uma vez injetado, o radiofármaco será captado pelas células que produzem a matriz óssea, chamadas osteoblastos. Áreas com menor ou maior atividade óssea que o normal captarão mais ou menos o radiofármaco, sendo, então, visualizadas e identificadas nos aparelhos de medicina nuclear, que são basicamente detectores de radiação e são chamadas de gama câmaras. O tempo necessário para o radiofármaco circular no corpo e ser captado de forma adequada para criar as imagens é de cerca de duas horas, ou seja, o exame como um todo, desde o momento da injeção até a formação das imagens, dura de três a quatro horas, dependendo da indicação e do tamanho da pessoa.

Como é o resultado da cintilografia óssea?

De acordo com o Dr. Heitor Naoki Sado, “o resultado do exame é baseado na análise visual das imagens realizadas por médico especialista em medicina nuclear, que, por sua vez, gerará um relatório ou laudo médico que será fornecido junto com as imagens do exame".

Importância do exame na identificação precoce de tumores cancerígenos

O exame de cintilografia óssea é um importante meio para a investigação de doenças como câncer ou tumor ósseo, além da avaliação de possível metástase, por causa do tumor que começou em outro órgão, como mama, próstata, pulmão e rins. O procedimento pode diagnosticar também fratura que não foi vista por raios X, como fraturas nas pernas, nos pés, na coluna e no quadril. Outros quadros que podem ser identificados são infecções ósseas ou dores causadas por osteoporose​, hiperparatireoidismo primário, osteomalacia e distúrbios metabólicos.  De acordo com o Dr. Heitor Naoki Sado: “Quanto mais precoce um diagnóstico de tumor ou metástase, melhor será o planejamento do tratamento e maior será a chance de resposta.".​


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