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Febre chikungunya: saiba mais sobre a doença

Leia mais e tenha informações seguras sobre saúde.

​Há um ano, pouco se ouvia falar sobre a febre chikungunya, doença transmitida por vírus que esteve até então restrita a países africanos e asiáticos.

Porém, com o registro dos primeiros casos autóctones (aqueles com transmissão local) em países da América Central no fim de 2013, e com alguns casos registrados em terras tupiniquins, a doença passou a gerar mais interesse na população brasileira.

Até o final de outubro, o Ministério da Saúde contabilizou 828 casos da febre chikungunya no Brasil – 330 deles no Amapá e outros 458 na Bahia. Esta doença não se assemelha à dengue apenas nos sintomas, mas também compartilha dos mesmos vetores: o mosquito Aedes albopictus e o velho conhecido Aedes aegypti.

Sintomas

Assim como a dengue, febre alta, dores de cabeça, dores musculares e dores nos olhos são sintomas comuns entre os contaminados pelo chikungunya. A principal diferença é que, enquanto a dengue causa principalmente dor muscular, o principal sintoma da febre chikungunya é uma forte dor nas articulações, capaz de restringir ou até mesmo impedir a movimentação dos pacientes.

Na maioria das vezes, este sintoma, assim como os demais, dura 10 dias, mas em alguns casos as dores articulares persistem por meses mesmo após o fim da febre.

Diagnóstico e Tratamento

Os sintomas assemelham-se não apenas aos da dengue, mas, quando em fase inicial, aos de outras infecções comuns causadas por vírus. Eles costumam se manifestar a partir do sétimo dia e, ao contrário da dengue, raramente são letais. Além disso, uma vez infectado, o indivíduo está imunizado.

Para o diagnóstico preciso, é necessária uma avaliação detalhada, com base em exames laboratoriais. Se detectada a doença, o tratamento consiste em medicação a base de analgésicos, antitérmicos e anti-inflamatórios, necessariamente prescritos por médicos, além de muita hidratação.

Prevenção

Como ainda não há uma vacina específica para o vírus causador da febre chikungunya, a prevenção depende da erradicação do transmissor. Por isso, as medidas preventivas são semelhantes às da dengue: deixar caixas d’água fechadas, verificar pneus e vasilhames, checar entupimento em calhas e “sujar” a água de vasos com areia ou borra de café para evitar que o mosquito se reproduza. Além disso, o uso de repelente é recomendado.

No último sábado (15/11), o Ministério da Saúde iniciou a Campanha Nacional de Prevenção da Dengue e Febre Chinkungunya. No próximo dia 6 de dezembro, será realizado o Dia D de mobilização para intensificar os mutirões de limpeza em cidades de todo o país. Seja consciente, faça a sua parte!

Dr. Antonio Pignatari é infectologista do H9J

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