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Câncer de mama em mulheres jovens e mais velhas: como diferenciar?

A doença pode ter características diferentes de acordo com a faixa etária

​​O câncer de mama é um tipo de doença que pode se apresentar com comportamentos diferentes e manifestar variações clínicas e morfológicas, além de diferentes respostas aos tratamentos de acordo com as características demonstradas. Segundo o Instituto Nacional de Câncer (INCA), no Brasil, estima-se que ocorrerão 66.280 casos novos da doença em 2021. A incidência do câncer de mama tende a crescer a partir dos 40 anos, assim como a mortalidade por essa neoplasia. Mas, embora seja em menor proporção, ela também pode acometer mulheres mais jovens. A Dra. Bruna Zucchetti, oncologista do Hospital Nove de Julho, explica as principais diferenças desse tipo de câncer em variadas faixas etárias. 

Com quantos anos pode ter câncer de mama?

As mulheres mais velhas, principalmente com mais de 50 anos de idade, têm maior risco de desenvolver câncer de mama. Isso acontece devido às exposições ao longo da vida ao sedentarismo, ao tabagismo, à obesidade (câncer de mama e alimentação), ao consumo excessivo de álcool, que provocam mutações genéticas, e mudanças biológicas do próprio envelhecimento, o que, de uma forma geral, aumentam esses riscos (veja também como reduzir o risco de câncer​). Um percentual menor pode ocorrer em mulheres com menos de 40 anos de idade, mais frequentemente, associado com a hereditariedade quando comparado a mulheres mais velhas.

 Detecção precoce do câncer de mama 

A detecção precoce do câncer de mama possibilita tratamentos menos agressivos e com mais chances de bons resultados. Mulheres de todas as idades devem valorizar a importância de conhecer seu próprio corpo e, ao menor sinal de mudança, buscar orientação médica. A Sociedade Brasileira de Mastologia recomenda a realização de mamografia anualmente para todas as pacientes acima de 40 anos. Os benefícios desse acompanhamento, em resultado ao tratamento precoce, são: detectar o câncer no início, possibilitar um tratamento menos agressivo e diminuir a chance de a paciente morrer por câncer de mama. 

A mamografia é uma radiografia das mamas feita por meio de um equipamento de raios X, o mamógrafo. Ele pode identificar alterações suspeitas de câncer antes mesmo de aparecerem sintomas. As mulheres que apresentam mais risco de desenvolverem câncer de mama precisam conversar com seu médico para que ele indique um acompanhamento adequado.   

O sinal mais comum do câncer de mama é o aparecimento de um nódulo, normalmente sem dor, duro e irregular, mas há tumores que são bem definidos, com consistência branda e globosa. Além disso, podem surgir outros indícios, como: edema cutâneo com aspecto semelhante à casca de laranja; retração cutânea (afundamento); dor, inversão do mamilo, hiperemia, descamação ou ulceração do mamilo; e secreção papilar, associada ao câncer, que pode ser uma secreção transparente, na maior parte dos casos, mas também rosada ou avermelhada. 

“A principal dica aqui é não negligenciar. Caso a mulher jovem palpe algo diferente em suas mamas o ideal é já procurar seu médico para que o nódulo seja avaliado e realizar biópsia para diagnóstico quando indicado", enfatiza a Dra.Bruna Zucchetti.

A médica explica ainda que: “o tratamento do câncer de mama é multidisciplinar, envolvendo mastologista para a cirurgia, radioncologista para radioterapia e oncologista para quimioterapia e hormônioterapia. Em alguns casos, a quimioterapia pode ser omitida, por exemplo. Também é necessário avaliação do oncogeneticista nos casos em há suspeita de ser um tumor devido à herança familiar".

 Câncer de mama aos 18 anos pode acontecer?

É muito raro o câncer de mama em jovens nesta faixa etária. Teoricamente pode, mas é muito raro. Normalmente o câncer de mama precoce, ou seja, em mulheres ultrajovens, ocorre pela existência de alguma mutação hereditária que predispõe o surgimento destes tumores. Segundo a Dra. Bruna Zucchetti: “o tumor de mama é mais comum nas mulheres na pós-menopausa, porém, ele pode ocorrer em pacientes jovens também". 

A especialista reforça ainda que: “muitos tumores de mama que surgem em idades precoces podem estar relacionados a mutações genéticas familiares, portanto, sempre que uma paciente muito jovem é diagnosticada com câncer de mama, o ideal é realizar o teste genético para diagnosticar se é um tumor de origem hereditário".

Qual a diferença entre câncer de mama em mulheres jovens e mais velhas?

Na maior parte dos casos dos tumores de mama em mulheres muito jovens, esses tumores tendem a ser mais agressivos, surgem rapidamente (normalmente é um nódulo de crescimento mais rápido) e há mais pacientes jovens com indicação de quimioterapia para complementar o tratamento se comparadas com as mais velhas. 

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