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Equipe Nove de Julho - Equipe Nove de Julho Atualizado em 27/08/2026

Urologia

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Cirurgia robótica de próstata e impotência: há relação?

Entenda qual a relação entre a cirurgia robótica de próstata e a impotência masculina. Qual o tempo de reabilitação e o que esperar do procedimento

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Cirurgia robótica de próstata e impotência

Sendo uma das técnicas mais avançadas na medicina, a recuperação da cirurgia robótica pode gerar dúvidas e receios

Receber o diagnóstico de câncer de próstata é por si só um momento de muitas dúvidas. E quando o assunto entra na sala de cirurgia, algumas perguntas costumam surgir. Entre elas, é saber se a vida sexual continuará a mesma após a intervenção.

É uma preocupação legítima. A próstata fica cercada por nervos e estruturas diretamente ligados à ereção e qualquer cirurgia pode afetar essa função. Mas existe uma diferença entre “pode afetar” e “vai acabar com a vida sexual”.

O Hospital Nove de Julho é uma das referências em cirurgia robótica no Brasil, além de ser pioneiro na adoção da tecnologia para o tratamento de câncer de próstata. No geral, esse tipo de cirurgia reduz a perda de sangue do paciente e oferecem menores riscos de infecções.

O Centro de Robótica do Nove de Julho está localizado na Rua Peixoto Gomide, 263 - Cerqueira César (SP).

Para agendamentos de consultas, ligue: + 55 11 4020-0057

A cirurgia de próstata pode afetar a ereção masculina?

Ao redor da próstata existem nervos que são responsáveis por boa parte do processo de ereção. Em cirurgias de retirada da próstata (prostatectomia), esses nervos ficam muito próximos da área operada.

Dependendo do estágio do tumor, da localização e da técnica utilizada, o cirurgião pode ou não conseguir preservar esses nervos.

Quando o câncer está bem localizado e distante desses nervos, é possível realizar a chamada cirurgia “poupadora de nervos”, que preserva ao máximo essas estruturas. Já em casos mais avançados, a prioridade é sempre a remoção completa do tumor. A função sexual vem depois de finalizado o tratamento.

Leia também: Veja por que é importante a detecção precoce do câncer de próstata

A cirurgia de robótica causa mais ou menos impotência do que outras técnicas?

É importante explicar que a cirurgia robótica para a remoção de tumores de próstata não está diretamente desenhada para “resolver” a disfunção erétil. E que as outras técnicas cirúrgicas não são piores que a cirurgia robótica.

Existem algumas técnicas que são usadas para esse tipo de intervenção:

  • Cirurgia aberta: técnica tradicional, feita com um corte no abdômem. O cirurgião tem contato direto com o tecido, o que exige grande experiência para a preservação dos nervos;
  • Cirurgia laparoscópica: realizada por pequenas incisões, com câmeras e instrumentos alongados, sem auxílio de robôs;
  • Cirurgia robótica: também feita com pequenas incisões, mas com instrumentos controlados remotamente pelo cirurgião através de um console, com visão 3D e alta ampliação.

Na cirurgia robótica, os movimentos são mais precisos e o cirurgião tem maior liberdade de articulação.

A vantagem desse tipo de intervenção está em sua precisão: a visão ampliada em três dimensões e a movimentação articulada facilitam a identificação e a preservação dos nervos. A redução de sangramentos, das dores pós-operatórias e o menor tempo de internação são outros pontos a serem considerados.

Essas vantagens não significam que as outras técnicas sejam ultrapassadas ou inseguras. Muitos cirurgiões obtêm excelentes resultados com essas técnicas e a escolha do método depende do estágio do tumor, da anatomia do paciente e da experiência do especialista com a técnica.

Segundo estudos realizados (2014), intervenções cirúrgicas robóticas para o tratamento de câncer de próstata têm se mostrado promissoras. Em outro estudo (2024), os pesquisadores comentam que há uma menor taxa de disfunção sexual em intervenções laparoscópicas assistidas por robôs.

Leia também: Quais são os benefícios da cirurgia robótica para o tratamento de câncer de próstata

A impotência após a cirurgia de remoção do câncer de próstata é definitiva?

É possível que algum grau de disfunção erétil surja nos primeiros meses após a prostatectomia, mesmo com a preservação dos nervos. Essa situação deve-se a que os nervos precisam de um tempo para se recuperar do trauma cirúrgico.

Entre os fatores que influenciam o processo de recuperação estão:

  • Idade do paciente;
  • Função erétil antes da cirurgia;
  • Estágio do câncer e a necessidade de preservação dos nervos da região;
  • Adesão ao acompanhamento e à reabilitação indicada pelo urologista.

Muitos homens recuperam as funções gradualmente ao longo de um período que pode variar de organismo para organismo. Ao longo de dois anos, o homem pode observar o processo de recuperação. Em alguns casos, é possível que a reabilitação peniana seja indicada pelo urologista. De acordo com a Sociedade Brasileira de Urologia, a potência sexual pode estender-se para além de dois anos, mas são casos nos quais foram realizadas cirurgias radicais de próstata.

Converse com o seu urologista de maneira aberta sobre o estágio da doença, as opções de técnicas disponíveis e as chances de preservação dos nervos da região da próstata. E o mais importante: não compare sua experiência com a de outros homens: cada caso tem suas próprias particularidades anatômicas e oncológicas que podem tornar os resultados diferentes.

Ainda assim, caso ocorra a disfunção erétil, lembre-se que ela também tem tratamento. Existem várias abordagens de reabilitação e suporte nessa fase e elas podem ser discutidas com o urologista.

Quando procurar um urologista?

Se você recebeu um diagnóstico de câncer de próstata, está considerando a cirurgia ou já passou por ela e tem dúvidas sobre a recuperação da função sexual, o melhor caminho é buscar um urologista de confiança.

Ele é o especialista indicado para avaliar o caso, explicar qual a técnica mais indicada para a situação e acompanhar cada etapa da recuperação.

Este conteúdo tem caráter informativo e não substitui avaliação médica. Em caso de dúvidas, procure um especialista habilitado.

Bibliografia

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