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Você sabia que apenas 5 a 10% dos casos de câncer são hereditários?

Leia mais e tenha informações seguras sobre saúde.

​​​Entenda melhor essa doença e suas causas


Apesar da grande maioria da sociedade relacionar o câncer à hereditariedade, apenas entre 5% e 10% dos casos de câncer se dão por um fator hereditário, de acordo com um estudo divulgado pelo National Cancer Institute (NIH). Isso significa que são raras, em relação as demais causas, as possibilidades de uma pessoa já nascer com alterações genéticas, presentes nas células germinativas, que aumentam suas probabilidades de contrair essa doença - podendo essa mutação genética vir de qualquer um dos pais ou de ambos. 

 

O que é câncer?

Primeiramente, é preciso entender como o câncer se manifesta no corpo humano. 

O câncer é uma doença genética, ou seja, é causado por alterações nos genes - porções da molécula de DNA que controlam o funcionamento de nossas células, especialmente como elas crescem e se dividem. 


Certas alterações genéticas podem fazer com que as células recebam instruções erradas para as suas atividades e, por exemplo, escapem aos controles normais de crescimento, apresentando divisão celular contínua e descontrolada. Essas células são chamadas de cancerígenas e, conforme vão invadindo progressivamente o organismo, acabam adoecendo todo o corpo. 


Assim, se tornam incontroláveis e tendem a ficar “agressivas”, se disseminando e invadindo outros órgãos, além de determinarem a formação de tumores malignos.

 

O que causa o câncer?

“As causas do câncer são multifatoriais na grande maioria dos casos e este conhecimento aumenta as chances de prevenção e detecção precoce”, afirma a médica Mariana Laloni, coordenadora do Centro de Oncologia do Hospital 9 de Julho. 

As primeiras manifestações da doença podem surgir após muitos anos de uma exposição única ou contínua aos fatores causais. Esses fatores podem agir isoladamente, em conjunto ou em sequência para resultar no início da doença. São eles:

  • Fatores externos, relativos ao ambiente físico, como um vírus ou a exposição à radiações e à produtos químicos;
  • Resultado de hábitos e costumes próprios (ou de uma mesma família/comunidade), como o consumo de cigarro e álcool, exposição excessiva ao sol ou uma dieta muito inadequada;
  • Fatores internos, isto é, hormônios, um sistema imunológico comprometido ou mutações genéticas;
  • Alterações genéticas herdadas dos pais.

Câncer hereditário

Já sabemos que são raros os casos de cânceres que se devem exclusivamente a fatores hereditários. 

Segundo a Dra. Mariana Laloni: “Mutações genéticas herdadas dos pais e que causam câncer (os cânceres hereditários) devem ser conhecidas e identificadas para acompanhamento e diagnóstico das famílias envolvidas, mas de fato representam uma minoria de casos. Geralmente ocorrem em pacientes jovens e apresentam-se de forma mais agressiva, ou ainda com manifestações incomuns quando comparados aos casos não-hereditários. Mas, principalmente, independem do estilo de vida dos indivíduos ou dos componentes ambientais pois representam uma assinatura genética pré-determinada”.

Como já comentamos, uma grande parte da sociedade acredita que o câncer hereditário seja comum, porque associam fatores genéticos à ocorrência do câncer. A médica explica que esse fato é verdadeiro, pois os fatores genéticos são importantes e geralmente estão presentes no desenvolvimento de grande parte dos tumores. No entanto, como uma alteração adquirida do indivíduo, e não geneticamente herdada dos pais (pelo menos não-identificável). Dra. Mariana ainda ressalta: “Além disso, nos casos esporádicos, não participam da gênese tumoral apenas os fatores genéticos mas vários outros – comportamentais e ambientais entre eles”.

Em alguns casos, um indivíduo pode apresentar mutações específicas no DNA, herdadas dos pais, e esse fato o levará a um maior risco de apresentar determinados tipos de câncer (como a mutação no gene BRCA e câncer de mama e ovário). Isso pode justificar porque após a exposição a uma mesma substância cancerígena algumas pessoas desenvolvem câncer e outras não. 

A coordenadora do Centro de Oncologia do Hospital 9 de Julho ainda destaca a importância de se compreender estes conceitos, uma vez que existem também os chamados cânceres familiares: casos nos quais não há uma mutação genética específica identificável herdada dos pais, porém observa-se uma ocorrência maior do que o esperado de determinados tumores dentro de uma mesma família (não necessariamente em gerações subsequentes). Estes casos representam 10 a 15% de todos os casos de câncer.

Se um número considerável de pessoas de uma mesma família são portadoras da doença, também deve ser considerada a hipótese de exposição desses familiares a uma causa comum - um ambiente ou estilo de vida compartilhados pelos mesmos, como o tabagismo, por exemplo. De qualquer forma, mesmo que uma mutação predisponente ao câncer esteja presente em uma família, nem todos que herdarem a mutação necessariamente desenvolverão câncer. 

 

Rastreamento e Diagnóstico Precoce

Hoje existem testes genéticos que podem identificar mutações causadoras de síndromes hereditárias de câncer. Caso sua família apresente um histórico positivo para o câncer, converse com o seu médico ou outro profissional de saúde para que esses exames sejam solicitados. Afinal, o aconselhamento genético pode ajudar você e sua família a entenderem os resultados, considerarem os riscos, benefícios e limitações do teste genético em suas situações particulares. O importante é investigar corretamente para, então, se ter a certeza sobre quais serão seus próximos passos.

“Nos casos em que conhecemos o fator causal predominante podemos interferir na sua ocorrência e, desta forma, prevenir o câncer”, afirma a Dra. Mariana Laloni, oncologista do Hospital 9 de Julho. “Nos casos dos tumores hereditários, é possível rastrear os indivíduos e diagnosticá-los precocemente de acordo com as histórias familiares. Desta forma podem ser tomadas algumas medidas de redução de risco, como a cirurgia preventiva em relação ao câncer de mama e ovário e mutação do gene BRCA (retirada cirúrgica das mamas - com reconstrução estética - e ovários). Porém, medidas como esta devem ser cuidadosamente discutidas entre cada paciente e seu médico para real compreensão de seus benefícios e potenciais complicações”, finaliza.



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Sobre o Hospital 9 de Julho


Fundado em 1955, em São Paulo, o Hospital 9 de Julho é referência em medicina de alta complexidade com destaque para as áreas de Neurologia, Oncologia, Onco-hematologia, Gastroenterologia, Urologia, Trauma e Ortopedia. 

Com cerca de 2,5 mil colaboradores e 5 mil médicos cadastrados, o hospital possui 470 leitos, sendo 102 leitos nas Unidades de Terapia Intensiva, Centro Cirúrgico com capacidade para até 22 cirurgias simultâneas, inclusive com duas salas híbridas (com equipamento de Hemodinâmica e Ressonância Magnética) e três para robótica, incluindo a Sala Inteligente, que permite a realização de cirurgias em sequência. 

Além disso, oferece atendimento ambulatorial no Centro de Medicina Especializada com mais de 50 especialidades e 13 Centros de Referência: Centro de Dor e Neurocirurgia Funcional; Rim e Diabetes; Cálculo Renal; Cardiologia; Oncologia; Gastroenterologia; Controle de Peso, Infusão, Medicina do Exercício e do Esporte; Clínica da Mulher; Longevidade, Doenças Inflamatórias Intestinais (CDII) e Trauma. 

O Hospital 9 de Julho pertence à Rede Ímpar que possui 7 hospitais nos estados de São Paulo (Hospital Santa Paula e H9J), Rio de Janeiro (Hospital São Lucas Copacabana e Complexo Hospitalar de Niterói – CHN) e Distrito Federal (Hospital Brasília, Maternidade Brasília e Hospital Águas Claras) e que se uniu à DASA, líder em medicina diagnóstica no Brasil e GSC Integradora de Saúde. 

A instituição possui certificação internacional de qualidade, conferida pela maior acreditadora de qualidade do mundo, a Joint Commission International – JCI, desde 2012. Sua unidade de Transplante de Medula Óssea, atualmente, é a única no mundo com a linha de cuidado certificada pela JCI. 



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