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O que é linfoma?

Conheça causas, sintomas e tratamentos da patologia

Câncer é o nome dado a uma série de doenças com características semelhantes. Trata-se de uma disfunção em que as células anormais se multiplicam incontrolavelmente, destruindo tecidos e órgãos. Ele pode se manifestar em diferentes partes do corpo, quando ganham nomes e especificidades próprias. 

Nesta matéria, vamos falar sobre o linfoma. A Dra. Maria Cristina M. Almeida Macedo, coordenadora da Hematologia e do Setor de Transplante de Medula Óssea e Residência Médica do Hospital 9 de Julho, vai explicar a diferença entre linfoma de Hodgkin e linfoma não Hodgkin, seus sintomas e tratamento. Leia a seguir. 

O que é linfoma? 

Linfomas são neoplasias malignas, um tipo de câncer, portanto, que acomete as células linfoides. Essas células fazem parte do sistema de defesa do organismo, que age principalmente contra agentes invasores, como bactérias, vírus e corpos estranhos. Elas estão distribuídas por todo o organismo, nas centenas de linfonodos que temos espalhados pelo corpo.

Segundo a Dra. Maria Cristina M. Almeida Macedo, o nosso sistema de defesa contém diferentes tipos de células, por exemplo, linfócitos T e B, e elas estão unidas em um complexo sistema de defesa.

Os linfonodos são conhecidos pelos termos gânglios e “ínguas" e estão interligados pelos vasos linfáticos, que formam uma extensa rede. Eles são encontrados isoladamente e passam por todos os órgãos (fígado, baço, medula óssea, intestino, pulmão, timo etc). 

O linfoma surge quando algumas das células desse sistema de defesa passam a se proliferar de modo desordenado, formando conglomerados que se apresentam como nódulos aumentados e, às vezes, formam grandes massas. 

Como o sistema linfático está presente em todo o organismo, o linfoma pode ocorrer, potencialmente, em qualquer órgão. 

Na maioria das vezes em que um linfonodo está aumentado, é consequência do estímulo do nosso sistema imune a alguma situação benigna, por exemplo, infecções, doenças autoimunes, inflamações etc. Nesse caso, dizemos que o paciente tem uma linfoproliferação benigna – isso não é linfoma! 

Quais são as causas da enfermidade? 

De acordo com a Dra. Maria Cristina M. Almeida Macedo, a formação do linfoma não é totalmente compreendida, como na maioria dos cânceres, mas há forte associação com o enfraquecimento do sistema de defesa do organismo, por exemplo, em pacientes que tomam imunossupressores ou que são portadores do vírus HIV. Há ainda ligação com outros fatores: alguns vírus, como o Epstein Barr; a presença de doenças genéticas, infecções crônicas, como hepatite C, e H. pylori; exposição a radiação e agentes químicos, como solventes, pesticidas, fertilizantes e agrotóxicos. 

Como é a incidência da doença na população? 

A incidência de linfoma não Hodgkin (LNH) vem aumentando, praticamente duplicou nos últimos 25 anos, enquanto a ocorrência de linfoma de Hodgkin (LH) permanece estável. 

A expectativa de incidência de LNH, no Brasil, segundo o Instituto Nacional do Câncer (Inca), era de 12.030 casos em 2020 (6.580 homens e 5.450 mulheres). E para o LH, a expectativa de incidência é de 0,41 a 3,12/100.000 homens e 0,05 a 1,045/100.000 mulheres. “Devemos levar em conta que o registro real, em 2020, deve estar alterado em função da pandemia pelo novo coronavírus", ressalta a médica. 

Quais são os tipos de linfoma mais comuns? 

Existem dois grupos de linfomas: linfoma de Hodgkin (LH) e linfoma não Hodgkin (LNH)​. Ambos se originam nos linfonodos (gânglios), e o que os diferencia são aspectos ligados às células acometidas, ou seja, somente o exame da patologia pode fazer a distinção entre as condições. O LH tem uma célula característica chamada Reed-Sternberg. 

O LH é mais raro e tem incidência maior em adultos jovens, entre 25 e 30 anos, e depois dos 60 anos, e apresenta quatro subtipos. A célula doente surge de uma célula linfoide B. 

O LNH é o tipo mais comum e existem mais de 40 subtipos. Ocorre mais entre os adultos e sua incidência vem aumentando. A célula doente surge de células linfoides originalmente B ou T. 

Quais são os sintomas? 

Os sintomas dependem da região afetada. É comum observar a presença de linfonodos aumentados no pescoço, nas axilas e/ou nas virilhas. Essas nodulações são mais facilmente detectáveis pelo paciente, e elas crescem em velocidade variável e não estão associadas a nenhuma infecção adjacente, como dor de garganta, além de serem indolores. 

Caso o crescimento dos gânglios ocorra em locais internos, como no tórax, os sintomas mais comuns são tosse, falta de ar e/ou dor torácica. Já quando o tumor se desenvolve na pelve ou no abdome, podem ocorrer sensação de estômago cheio, distensão abdominal, edemas nas pernas etc. Além disso, febre, sudorese noturna, coceira no corpo (prurido) e perda de peso, sem motivo aparente, também são sinais de alerta. 

Nos casos de linfomas não Hodgkin, o crescimento dos linfonodos pode ser variável, de acordo com o subtipo do linfoma. Assim, existem casos em que o desenvolvimento do tumor pode ser bem lento, durar anos (linfomas de baixo grau), enquanto, em outros casos, pode ocorrer em poucos dias (linfomas de alto grau). 

Como se detecta a doença? 

O médico é capaz de identificar alguma alteração sugestiva por meio  do exame físico, principalmente com a palpação dos linfonodos acometidos. O diagnóstico, entretanto, só se dá com a realização da biópsia do gânglio. Exames de imagem, como raios X, ultrassom e/ou tomografias, além de exames de sangue, auxiliam o médico na suspeita da condição. 

 Como é o tratamento e prognóstico do linfoma de Hodgkin? 

De acordo com a Dra. Maria Cristina M. Almeida Macedo, hematologista do Hospital 9 de Julho, o tratamento é quimioterápico e/ou radioterápico. “Há, mais recentemente, drogas imunomoduladoras muito promissoras. Em casos específicos, de maior resistência ao tratamento, o transplante de medula óssea​ pode ser utilizado. O resultado do tratamento é, em geral, muito satisfatório, com a obtenção de cura na maioria dos casos", explica. 

Como é o tratamento e prognóstico do linfoma não Hodgkin? 

Como existem muitos subtipos de LNH, o tratamento e o prognóstico são também muito variáveis. De modo geral, é feito com poliquimioterapia, e podem ser usados também radioterapia e anticorpos monoclonais. 

Nos LNH indolentes, de baixo grau, pode não ser indicado o tratamento na fase inicial, só observação. Para os mais agressivos, a terapêutica é sempre recomendada, mas os protocolos de quimioterapia são diversos e específicos para cada subtipo. 

Por isso, fique atento a sua saúde. Quanto mais cedo se busca ajuda, maiores são as chances de sucesso.  ​

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