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H9J investe em sistema de hemodiafiltração de última geração

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​​O H9J é a primeira instituição a trazer para o país o mais moderno sistema de hemodiafiltração, técnica que permite filtrar mais toxinas do que em uma hemodiálise convencional. Para isso, foram investidos R$ 1 milhão na compra de 14 equipamentos, que já estão em funcionamento.

As antigas máquinas de hemodiafiltração foram substituídas pelos modelos 5008S Cordiax, uma tecnologia muito mais moderna. Uma das inovações mais importantes é o controle automático que facilita o aumento do volume de filtragem, mas sem perder de vista o cuidado com a hemoconcentração, que ocorre quando a diálise retira excesso de líquido do organismo, deixando o sangue muito concentrado, o que dificulta a circulação.

Estudos indicam que o procedimento com alto volume de filtragem reduz em até 33% o risco cardiovascular, em 22% a hospitalização, além do risco de queda de pressão, que está relacionada à rápida diminuição do volume sanguíneo. Dessa forma, os pacientes apresentam melhor controle da anemia, doença óssea e menor resposta inflamatória.

O aprimoramento das técnicas de diálise é uma importante ferramenta no apoio terapêutico do paciente, já fragilizado pela redução de sua capacidade natural de filtragem.

Segundo estimativas da Sociedade Brasileira de Nefrologia, um em cada 10 brasileiros tem algum problema nos rins e 70% dos que estão em tratamento dialítico descobriu a doença tardiamente.

Por isso, a prevenção é outro ponto fundamental: a avaliação da função renal pode ser incluída no check-up anual de pacientes predispostos, como os hipertensos, diabéticos e com histórico familiar.

Hemodiálise x hemodiafiltração

Em uma Hemodiálise, o sangue passa por um filtro com o dialisato, ou volume de substituição, uma solução que tem as mesmas substâncias do sangue que são fundamentais para o bom funcionamento do organismo.

A diferença entre o que há no dialisato e no sangue em processo de filtragem é arrastada para fora do filtro. Na hemodiafiltração, o sistema é mais eficiente e permite o arraste de moléculas maiores do que na Hemodiálise, eliminando assim um maior número de toxinas.

Com a nova tecnologia, a máquina analisa se este arraste está sendo realizado de maneira a manter o equilíbrio de líquidos no sangue e, quando necessário, amplia automaticamente o volume de substituição, o que aumenta a eficiência da filtragem já levando em consideração a prevenção à hemoconcentração.

Dra. Zita Brito é nefrologista do Centro de Rim do Hospital 9 de Julho


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