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Câncer do colo do útero: como identificar, quais são os sintomas, como é o diagnóstico e o tratamento?

Câncer do colo do útero: causas, sintomas, diagnóstico e tratamento

​O câncer do colo do útero, ou câncer cervical, é causado, na imensa maioria das vezes, pela infecção por alguns tipos de Papilomavírus Humano (HPV), transmitido por meio da relação sexual desprotegida. Ele é o terceiro tipo de tumor maligno mais frequente no Brasil entre as mulheres, sem contar o câncer de pele não melanoma.

Segundo o Instituto Nacional de Câncer (Inca), estima-se que, para cada ano do triênio 2020-2022, sejam diagnosticados 16.590 novos casos de câncer do colo do útero no Brasil, com um risco estimado de 15,43 casos a cada 100 mil mulheres.

De acordo com a Dra. Mariana Scaranti, oncologista especialista em tumores ginecológicos do Hospital Nove de Julho, “o câncer do colo do útero é um tipo de neoplasia que acomete as mulheres e normalmente se inicia na camada de células que formam o revestimento do colo do útero". 

No entanto, embora a infecção por meio desse vírus seja recorrente, a maior parte dele não causa doença, mas, em alguns casos, acontecem mudanças celulares passíveis de evoluir para câncer. Mas essas alterações podem ser facilmente detectadas por meio do exame preventivo chamado Papanicolau, e a doença tem cura em grande parte dos casos. Por isso, é muito importante a realização periódica do exame, que faz parte dos exames ginecológicos.

Nesta edição do blog, a Dra. Mariana Scaranti fala mais sobre a doença. Leia adiante.

Sintomas do câncer do colo do útero


De acordo com a Dra. Mariana Scaranti, “os sintomas do câncer do colo do útero incluem sangramento vaginal, dor pélvica, corrimento vaginal e dor nas relações sexuais, entre outros. Na maioria das vezes, a doença é assintomática no início. A presença de sintomas pode indicar a patologia em estágio avançado, assim, é fundamental que a paciente busque auxílio profissional para avaliação e tratamento o quanto antes".

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O câncer do colo do útero tem cura?


A perspectiva de cura depende do estadiamento da doença. Quanto mais precoce o diagnóstico, maiores são as chances de cura. Tumores muito iniciais são tratados com cirurgia. Em doença localmente avançada, a terapêutica envolve quimioterapia e radioterapia concomitante, com boas taxas de cura.


Como identificar o câncer do colo do útero?

 

O diagnóstico do câncer do colo do útero pode ser feito por um médico com o auxílio dos seguintes testes:

 

  • exame pélvico;
  • avaliação da história clínica da paciente;
  • exame preventivo (Papanicolau);
  • exame especular do colo uterino e colposcopia;
  • biópsia.

 

Conforme explica a Dra. Mariana Scaranti: “O diagnóstico é feito por meio de um exame de colposcopia, no qual o ginecologista usa o espéculo, equipamento que ajuda a visualizar lesões suspeitas no colo do útero. No caso de encontrar indícios da condição, é solicitada uma biópsia, que consiste na retirada de um fragmento do tecido afetado pela doença que é enviado para a análise patológica, que confirma se existe ou não câncer naquela região.

 

“Quando é feito o diagnóstico do câncer do colo do útero, é necessário fazer o estadiamento da doença. Esse procedimento tem como objetivo entender qual é o tamanho da lesão, qual é a relação dela com as estruturas vizinhas (bexiga, reto, gânglios), se a lesão se limita apenas ao colo do útero ou se gerou algum tipo de metástase", acrescenta a médica. E completa: “Depois da biópsia, são realizadas uma ressonância da pelve, para entender como a lesão está se posicionando, e uma tomografia do tórax e do abdome superior. O médico também poderá solicitar um PET-CT, um tipo de tomografia especial."

 


Qual o tratamento para o câncer cervical?

 

Conforme explica a Dra. Mariana Scaranti, “o tratamento dependerá do estágio da doença. Quando a lesão for localizada e pequena (menor que 4 cm), em geral, a terapêutica é cirúrgica, sendo feita só a retirada da lesão ou do útero". Já se for uma lesão maior de 4 cm ou que invada estruturas vizinhas ao colo do útero, quimioterapia e radioterapia concomitante são o recurso terapêutico de escolha em geral.

 

A quimioterapia utilizada é a cisplatina, uma dose por semana ao longo das cinco ou seis semanas de radioterapia. A substância é muito segura e, geralmente, muito bem tolerada pelas​ pacientes.

 

Quando a lesão está em outros lugares, como órgãos não localizados na pelve feminina, por exemplo, no pulmão, é feita uma quimioterapia com outras drogas.

 

“Além disso, estudos recentes mostram dados sobre a importância da imunoterapia (terapia com o objetivo de fortalecer o sistema imunológico no combate a infecções e doenças como o câncer) como tratamento das doenças metastáticas", explica a médica.


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