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Atividades físicas na pandemia: que cuidados tomar na hora de se exercitar e manter a saúde em dia?

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Fazer atividades físicas na pandemia e durante toda a vida é proporcionar ao corpo mais saúde e qualidade de vida física e mental, ou seja, cuidar do organismo como um todo. Isso acontece porque a prática está associada à prevenção de diversas doenças, ao aumento da imunidade e ao alívio do estresse, entre outras vantagens. Mesmo em meio a dois anos de pandemia, foi extremamente importante continuar ou começar a se exercitar nesse período. Num primeiro momento em casa e, depois, aos poucos, em espaços ao ar livre e academias.

 

O Dr. Fabio Peralta Mathias, especialista em medicina do exercício e do esporte do Hospital Nove de Julho, explica como manter as atividades físicas com segurança para beneficiar ainda mais a saúde. Saiba mais!

 

 

Atividades físicas na pandemia: qual sua importância?

Praticar atividades físicas regularmente está associado a uma ampla diversidade de benefícios à saúde, entre os quais podemos listar:

 

- prevenção de doenças e fatores de risco;

- promoção do bem-estar;

- controle de doenças crônicas;

- fortalecimento do sistema imunológico;

- relaxamento;

- ajuste dos níveis de pressão arterial;

- melhora na saúde mental;

- ajuda no controle do peso;

- benefícios para o sono;

- aumento da disposição e energia;

- redução do colesterol.

 

Com tantos benefícios, o corpo só agradece! Já em relação à prática de atividades físicas por pessoas que têm algum problema cardíaco, uma dúvida comum é se podem ou não fazer. Sim, podem e devem. Aliás, os exercícios fazem parte do tratamento. Mas vale ressaltar que eles devem ser feitos com direcionamento médico, que avaliará qual a opção mais adequada, de acordo com as possibilidades do paciente. Normalmente, os mais indicados para esse público são os aeróbios, como correr, pedalar, nadar e caminhar. 

 

Quem foge de uma vida sedentária diminui os riscos de ter doenças cardiovasculares como hipertensão, AVC e infarto. A prática constante de atividades físicas unida com boa alimentação melhora as condições gerais do organismo contra as doenças do coração.

 

Uma rotina de exercícios pressupõe uma regularidade, pois o estresse físico leva a fenômenos compensatórios que são extremamente benéficos para a saúde, em especial para o sistema cardiovascular: o coração fica mais eficiente, com melhor capacidade de bombeamento e maior capacidade de consumo de oxigênio. Os exercícios aeróbicos parecem diminuir o enrijecimento arterial que ocorre com a idade, levando à queda na pressão arterial sistêmica. E, de forma indireta, exercícios de força aliados aos cardiorrespiratórios geram uma economia para o trabalho cardíaco, dotando o organismo de maior eficiência circulatória. Não por acaso há serviços de reabilitação cardíaca baseados em atividades físicas: o exercício previne e trata as doenças cardíacas.

 

“Os benefícios da prática regular de atividades físicas já estão bem documentados e comprovados, inclusive para reforçar a imunidade. Os riscos de se manter sedentário são maiores do que o perigo de desenvolver um quadro grave pela Covid-19, no contexto da cobertura vacinal atual. Além disso, estudos mostram que pacientes com melhor condição física tiveram evolução mais favorável do quadro de infecção pelo Sars-CoV-2", explica o Dr. Fabio Peralta Mathias.


 Como manter a rotina de atividades físicas durante a pandemia?

Ainda que a atividade física da pandemia seja praticada ao ar livre, é necessário continuar os cuidados de sempre: uso de máscara, de modelo confortável para uma boa respiração, que deve ser trocada quando estiver úmida. Deve-se também manter o uso do álcool gel 70% para higienizar as mãos e também para limpar os equipamentos de ginástica nas academias, bem como se manter afastado de aglomerações.

 

Além dos cuidados em relação à pandemia, as atividades físicas devem ser feitas sempre com orientação prévia de um médico e um educador físico, para que seja realizada de forma segura. 


Onde é recomendado praticar esportes durante a pandemia?

Conforme explica o Dr. Fabio Peralta Mathias: “No contexto de uma pandemia de doença infecciosa transmissível pela respiração, o ideal é buscar locais arejados, preferencialmente ao ar livre, evitando aglomerações. Caso vá exercitar-se em local fechado, certifique-se de que há boas condições para a circulação e renovação do ar, sempre evitando aglomeração e mantendo os cuidados, como a higienização constante das mãos e de aparelhos e o uso indispensável de máscara."

 


Qual a máscara recomendada para a prática de atividades físicas?

O Dr. Fabio Peralta ressalta que o uso de máscara se justifica para proteger os outros. Um cirurgião usa máscara para não expirar aerossóis e gotículas no campo cirúrgico, por exemplo. A adaptação às máscaras varia conforme o indivíduo e depende, em parte, do tipo de atividade física que se realiza. Há uma série de máscaras de algodão no mercado desenvolvidas para o uso durante a prática de exercícios. As máscaras do tipo PFF2 (N95) são as mais eficazes, seguidas pela KN95, de qualidade um pouco inferior. No entanto, nem todos conseguem se adaptar bem a essas máscaras. As máscaras cirúrgicas de duas camadas são de melhor adaptação, sendo melhores do que as de tecido. É fundamental ter, ao menos, uma máscara reserva para troca após o exercício – a máscara, depois de úmida, perde sua efetividade.

 

O uso de máscara é indispensável, exceto se a pessoa estiver se exercitando sozinha. Devem-se evitar aglomerações e observar a higienização constante das mãos e de aparelhos.

 

“Durante a pandemia, fomos forçados a reduzir, de forma geral, nosso nível de atividade física. O sedentarismo, atualmente bastante prevalente nas gerações mais jovens, consiste em problema de saúde pública. Exercícios físicos são uma poderosa ferramenta de promoção de saúde e manutenção da autonomia do indivíduo. Funcionam como prevenção e também como tratamento de uma série de doenças, não só as cardiovasculares, como se verifica nos centros de reabilitação cardiopulmonar e metabólica focados na atividade física", finaliza o Dr. Fabio Peralta.


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