H9J
Equipe Hospital Nove de Julho - Equipe Hospital Nove de Julho Atualizado em 15/06/2016

Psiquiatria

2 minutos de leitura

TOC: é preciso perder o medo e procurar ajuda

Leia mais e tenha informações seguras sobre saúde.

Resuma este artigo com IA:

Acompanhe nossos conteúdos com prioridade no Google

GoogleFavoritar no Google

Lavar as mãos durante horas todos os dias por pavor constante de se contaminar com objetos sujos. Ter “rituais” pessoais antes de sair de casa que envolvem a verificação repetitiva e demorada de desligamento dos bicos de gás e checagem das fechaduras de janelas e portas. Sinais como esses podem ser indicativos de que a pessoa sofre de Transtorno Obsessivo Compulsivo (TOC): essa doença leva a pessoa a se tornar refém de pensamentos e comportamentos que se repetem de forma exagerada e que ela não consegue evitar. 

A enfermidade atinge tanto homens como mulheres e costuma ter seus primeiros sintomas entre o final da adolescência e início da vida adulta. Quando não é tratada, pode tornar a pessoa incapaz de seguir normalmente sua rotina na vida pessoal, no trabalho e na escola.

Embora as causas do TOC ainda não estejam bem determinadas, muitos estudos sugerem que o transtorno tenha relação com fatores neurobiológicos e influências do ambiente em que a pessoa vive. Segundo a Associação Brasileira de Síndrome de Tourette, Tiques e Transtorno Obsessivo Compulsivo (Astoc), pessoas que desenvolvem TOC aparentam ter uma predisposição biológica maior para manifestar pensamentos intrusivos e desagradáveis que causam ansiedade e estresse. 

Entre as principais características do TOC estão os pensamentos ou impulsos obsessivos como, por exemplo, o medo infundado de uma mãe que teme machucar o próprio filho. Como forma de aliviar essas obsessões é que surgem os comportamentos compulsivos. Um exemplo: se uma pessoa com TOC tem pavor de que a casa fique desarrumada, terá o comportamento compulsivo de arrumação chegando ao ponto de verificar repetidamente se os objetos estão perfeitamente alinhados e arrumados de forma simétrica. O comportamento compulsivo traz alívio ao paciente, mas apenas de forma temporária e logo ele manifesta novamente a ansiedade. 

Muitos pacientes com TOC têm consciência do seu problema, mas geralmente têm também vergonha de expressá-lo e de procurar ajuda. O problema é que quanto mais tarde os hábitos obsessivos-compulsivos são tratados, mais podem se “solidificar” na personalidade, tornando-se muito difíceis de mudar. 

O tratamento da doença geralmente inclui medicamentos para aliviar os sintomas, como os antidepressivos. Terapia comportamental também deve ser conduzida para ajudar o paciente a reconhecer sua doença e saber lidar com ela.

Para marcar consultas e exames, ligue para 11 3147-9430.

Escrito por
H9J
Equipe Hospital Nove de JulhoEquipe Hospital Nove de Julho
Escrito por
H9J
Equipe Hospital Nove de JulhoEquipe Hospital Nove de Julho