
Problemas cardíacos deixaram de ser tema de pessoas da terceira idade. Hábitos de vida podem influenciar a saúde dos jovens.
Cansaço fora do comum ao subir uma escada, coração disparando sem motivo aparente, um desmaio que ninguém sabe explicar. Se você chegou até aqui buscando entender os sintomas de problemas no coração em jovens, saiba que sim, eles existem. Muitas vezes, eles aparecem de forma discreta, misturados a sinais que parecem banais no dia a dia.
Durante muito tempo, doença cardíaca foi tratada como um assunto ligado à terceira idade. Só que os números contam outra história.
Dados divulgados pelo Ministério da Saúde apontam que as doenças cardiovasculares passaram a ser tratadas como pandemia a nível mundial. No Brasil, 30% dos óbitos estão relacionados por quadros decorrentes a doenças cardiovasculares. Por outro lado, 80% desses casos podem ser evitados e prevenidos com a adoção de hábitos saudáveis e um acompanhamento médico.
Uma das maneiras de se prevenir é realizar check-ups e acompanhamento com exames básicos. Análises clínicas para avaliar a dosagem de colesterol, glicemia, triglicérides, ácido úrico e eletrocardiogramas podem ajudar na detecção precoce. Para um acompanhamento próximo, o Hospital Nove de Julho conta com cardiologistas renomados que podem atendê-lo. Para agendamentos, consulte diretamente: + 55 11 4020-0057.
É por isso que aprender a reconhecer os sinais certos pode ser o que separa um diagnóstico a tempo de uma complicação grave.
Quais são os principais sintomas de problemas no coração em jovens?
Alguns sinais merecem atenção redobrada quando aparecem em pessoas jovens, sobretudo se surgirem durante esforço físico ou de forma repetida:
- Falta de ar desproporcional ao esforço: sentir-se sem fôlego ao subir um lance de escadas ou ao caminhar em ritmo normal, quando isso não acontecia antes.
- Dor ou aperto no peito: pode se manifestar como queimação, pressão ou pontada, e às vezes irradia para o braço, as costas, o pescoço ou a mandíbula.
- Palpitações: a sensação de que o coração está batendo forte, rápido ou de forma irregular, mesmo em repouso.
- Desmaios ou tonturas súbitas: episódios em que a pessoa perde a consciência ao levantar rápido ou durante atividade física.
- Inchaço nas pernas e nos pés: pode indicar que o coração não está bombeando o sangue de forma eficiente.
- Tosse persistente: quando ligada ao acúmulo de líquido nos pulmões, causado pelo mau funcionamento cardíaco.
- Cansaço extremo sem explicação: fadiga que não melhora com descanso e atrapalha atividades comuns.
Nenhum desses sintomas, isolado, prova que existe um problema no coração. O ponto é que, quando eles se repetem ou aparecem durante o exercício físico, merecem investigação médica, e não devem ser ignorados só porque a pessoa é jovem e aparentemente saudável.
Por que jovens também podem ter problemas cardíacos?
A ideia de que o coração só dá sinal de cansaço depois dos 50 anos não corresponde à realidade.
Parte dos casos em pessoas jovens tem origem genética, como acontece na cardiomiopatia hipertrófica, doença que espessa o músculo do coração e está entre as principais causas de morte súbita em atletas com menos de 35 anos, segundo dados da Sociedade Brasileira de Cardiologia.
Boa parte dos portadores não sente nada até que o quadro já esteja avançado, o que reforça a importância de exames preventivos, sobretudo para quem pratica esporte de forma intensa.
Outra parcela dos casos surge de doenças cardíacas congênitas, presentes desde o nascimento e nem sempre diagnosticadas na infância.
E existe ainda o grupo ligado ao estilo de vida: alimentação rica em ultraprocessados, sedentarismo, tabagismo, uso de bebida alcoólica em excesso e o consumo de substâncias como cocaína, maconha e anabolizantes vêm empurrando fatores de risco cardiovascular para faixas etárias cada vez mais baixas.
Quais fatores de risco podem estar envolvidos?
Vale conhecer o que aumenta a chance de um jovem desenvolver algum problema no coração:
Histórico familiar de doença cardíaca ou morte súbita
- Pressão alta não controlada
- Colesterol elevado
- Obesidade e diabetes tipo 2
- Sedentarismo
- Tabagismo e uso de bebida alcoólica em excesso
- Uso de anabolizantes ou drogas ilícitas
- Estresse crônico
- Cardiopatias congênitas não diagnosticadas
Alguns desses pontos, como o histórico genético, não têm como ser mudados. Outros, ligados a hábitos, respondem bem a mudanças simples e sustentadas ao longo do tempo.
Como é feito o diagnóstico?
O caminho começa em uma consulta com cardiologista, com avaliação clínica detalhada, incluindo histórico pessoal e familiar.
A partir daí, exames como eletrocardiograma (ECG), ecocardiograma, teste ergométrico e, quando necessário, exames genéticos ajudam a confirmar ou descartar alterações no funcionamento do coração.
Para jovens que praticam esporte competitivo, a recomendação de especialistas é passar por avaliação cardiológica antes de iniciar treinos de maior intensidade. Muitas condições permanecem silenciosas até o esforço físico revelar o problema.
Estudos (2024) apontam que o eletrocardiograma é um dos exames mais utilizados para prever e diagnosticar uma doença cardíaca a tempo. Por isso é importante fazer check-ups anuais para prevenção e detecção precoce.
Quais são os tratamentos disponíveis?
O tratamento varia de acordo com a causa identificada. Em casos ligados a hábitos de vida, mudanças na alimentação, prática regular de atividade física orientada e controle do peso costumam ser o primeiro passo.
Quando existe uma condição estrutural ou genética, como a cardiomiopatia hipertrófica, o acompanhamento pode incluir medicamentos para controlar o ritmo cardíaco, procedimentos para reduzir o espessamento do músculo e, em situações de maior risco, o implante de dispositivos como o desfibrilador, que ajuda a prevenir a morte súbita.
O ponto comum entre todos os casos é o acompanhamento contínuo com um cardiologista, que ajusta a conduta conforme a evolução do paciente.
Quando procurar um cardiologista?
Não espere os sintomas se agravarem para marcar uma consulta. Procure atendimento médico se você:
- Sente falta de ar em atividades que antes eram tranquilas
- Tem dor no peito, sobretudo durante esforço físico
- Percebe palpitações frequentes ou desmaios
- Tem histórico familiar de doença cardíaca ou morte súbita antes dos 50 anos
- Pratica esporte de forma intensa e nunca passou por avaliação cardiológica
O coração de um jovem também pode precisar de cuidado, e reconhecer os sinais cedo é o que abre espaço para tratamento eficaz e uma rotina sem restrições. Se algum dos sintomas descritos aqui faz parte da sua realidade, marque uma consulta com um cardiologista e leve suas dúvidas para o especialista.
Este conteúdo tem caráter informativo e não substitui avaliação médica. Em caso de dúvidas, procure um especialista habilitado.
Bibliografia
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