
Este exame é o principal método para diagnosticar a perda de massa óssea, como a osteoporose, de forma precoce e segura.
Um simples tropeço na calçada ou o esforço para levantar um objeto um pouco mais pesado se transforma em uma grande preocupação. Com o passar dos anos, a saúde dos ossos pode se tornar uma questão silenciosa, que só se manifesta quando ocorre uma fratura. Felizmente, existe uma forma eficaz de avaliar essa estrutura de sustentação do corpo antes que um problema maior aconteça.
A densitometria óssea é crucial para identificar o enfraquecimento dos ossos logo no início. Dessa forma, é possível prevenir fraturas graves que podem comprometer a saúde e a independência, especialmente em idosos.
O que é exatamente a densitometria óssea?
A densitometria óssea é um exame de imagem que serve para medir a densidade mineral dos ossos. Em termos simples, ele quantifica a massa óssea em regiões específicas do esqueleto, como a coluna lombar e o fêmur, que são locais comuns de fraturas relacionadas à fragilidade óssea.
Reconhecida como o exame padrão-ouro, a densitometria óssea é fundamental para diagnosticar a osteoporose. Ela também avalia o risco de fraturas, permitindo um cuidado preventivo com a saúde óssea.
Este exame utiliza uma tecnologia conhecida como DXA (Dual-Energy X-ray Absorptiometry), que emprega uma dose mínima de radiação, muito inferior à de uma radiografia de tórax convencional. Por isso, é considerado um procedimento extremamente seguro e eficaz para monitorar a saúde do esqueleto.
Quais doenças o exame de densitometria óssea detecta?
A densitometria óssea detecta a perda de minerais nos ossos com alta precisão. Isso a torna o exame principal para diagnosticar a osteoporose e prevenir fraturas graves de forma eficaz.
O principal objetivo da densitometria óssea é identificar a perda de massa óssea em seus estágios iniciais. As duas condições mais importantes detectadas pelo exame são a osteopenia e a osteoporose, ambas caracterizadas pela diminuição da densidade dos ossos.
Osteopenia: o primeiro sinal de alerta
A osteopenia representa uma perda de massa óssea mais leve, sendo considerada um estágio intermediário entre um osso saudável e um osso com osteoporose. Detectá-la é fundamental, pois permite a adoção de medidas preventivas, como mudanças na dieta e prática de exercícios, para frear a progressão da doença e evitar que evolua para um quadro mais grave.
Osteoporose: a condição silenciosa
A osteoporose é uma condição mais avançada, na qual os ossos se tornam porosos, frágeis e muito mais suscetíveis a fraturas. A doença é frequentemente chamada de "silenciosa" porque não costuma apresentar sintomas até que uma fratura ocorra.
O diagnóstico precoce através da densitometria é a principal ferramenta para prevenir essas complicações. Este exame é fundamental para avaliar a saúde dos ossos e evitar fraturas, contribuindo para a manutenção da qualidade de vida e da independência do indivíduo.
Quem precisa fazer o exame de densitometria óssea?
Embora a perda óssea seja um processo natural do envelhecimento, alguns grupos têm uma recomendação mais forte para realizar o exame. A indicação depende da avaliação de um médico especialista, que considera idade e fatores de risco.
As diretrizes gerais incluem:
- Mulheres com 65 anos ou mais;
- Homens com 70 anos ou mais;
- Mulheres na pós-menopausa com menos de 65 anos que possuam fatores de risco;
- Adultos com histórico de fratura por fragilidade;
- Pessoas com doenças que aumentam o risco de perda óssea, como artrite reumatoide ou doenças inflamatórias intestinais;
- Indivíduos em uso prolongado de medicamentos que afetam a massa óssea, como corticoides.
A conversa com um médico é essencial para determinar a necessidade e a frequência do exame para cada caso específico.
Como o exame de densitometria óssea é realizado?
O procedimento é simples, rápido e totalmente indolor. O paciente deita-se em uma mesa acolchoada enquanto um braço móvel do aparelho de densitometria passa sobre as áreas a serem avaliadas, geralmente a coluna e o quadril, sem tocar no corpo. O exame dura entre 10 e 15 minutos, e o paciente permanece acordado durante todo o processo.
Existe alguma preparação necessária?
A preparação para a densitometria óssea é mínima. Geralmente, as recomendações são:
- Não tomar suplementos de cálcio nas 24 horas que antecedem o exame;
- Informar ao técnico se realizou recentemente exames com contraste (como tomografia contrastada);
- Usar roupas confortáveis e sem peças de metal, como zíperes ou botões grandes.
Não é necessário fazer jejum. O médico fornecerá todas as orientações detalhadas antes do agendamento.
Como os resultados da densitometria óssea são interpretados?
Os resultados são apresentados por meio de índices, principalmente o T-Score. Esse valor compara a densidade óssea do paciente com a de um adulto jovem e saudável do mesmo sexo.
A Organização Mundial da Saúde (OMS) estabelece os seguintes critérios para interpretação:
- Acima de -1,0: normal
- Entre -1,0 e -2,5: osteopenia
- Abaixo de -2,5: osteoporose
O médico especialista é o profissional capacitado para analisar esses dados, junto com o histórico clínico e outros fatores de risco, para chegar a um diagnóstico preciso.
Quais são os próximos passos após receber o resultado?
Independentemente do resultado, o passo mais importante é discuti-lo com o médico que solicitou o exame. Se o diagnóstico for de osteopenia ou osteoporose, ele indicará o tratamento mais adequado.
As abordagens podem incluir suplementação de cálcio e vitamina D, um programa de exercícios físicos focado em fortalecimento muscular e ósseo, e, em casos de osteoporose, o uso de medicamentos específicos para reduzir a perda óssea ou estimular sua formação. O monitoramento periódico com novas densitometrias também pode ser necessário para avaliar a eficácia do tratamento.
Este conteúdo tem caráter informativo e não substitui avaliação médica. Em caso de dúvidas, procure um especialista habilitado.


