
_A necessidade de jejum para a ressonância depende da área do corpo a ser examinada e do uso de contraste _ A ressonância magnética nem sempre precisa de jejum, mas essa recomendação pode variar conforme o tipo de exame e o uso de contraste. Em muitos casos, o paciente pode se alimentar normalmente antes do procedimento.
Ainda assim, seguir as orientações da clínica ou do médico é essencial para garantir a qualidade das imagens. Quando há necessidade de contraste, o jejum costuma ser solicitado para evitar desconfortos como náuseas durante a aplicação.
Esse cuidado é mais comum em exames abdominais ou específicos, onde o preparo adequado influencia diretamente no resultado. Por isso, é importante confirmar antecipadamente as instruções.
Além de dar uma pausa na ingestão de alimentos, outros cuidados podem ser recomendados, como evitar objetos metálicos e informar condições de saúde ou uso de medicamentos. Chegar com antecedência e esclarecer dúvidas com a equipe também contribui para um exame mais tranquilo e seguro.
Afinal, para fazer ressonância magnética precisa estar em jejum?
Nem toda ressonância magnética exige jejum. A necessidade depende da região do corpo avaliada e do uso de contraste. Em exames que não envolvem o sistema digestivo, se alimentar normalmente não interfere na qualidade das imagens.
O jejum é indicado quando pode haver impacto direto na visualização das estruturas internas ou na segurança do procedimento. Isso ocorre, por exemplo, em exames abdominais ou quando há administração de contraste, situações em que digestão, gases ou desconfortos podem prejudicar o resultado.
Quando solicitado, o período costuma variar entre 4 e 8 horas, conforme o tipo e o protocolo da clínica. As orientações podem incluir restrições específicas sobre líquidos, por isso é importante confirmar previamente todas as recomendações.
Exames de ressonância magnética que geralmente exigem jejum
Nos casos em que a captação de imagem é feita do sistema digestivo ou demandam condições específicas, é preciso pausar a alimentação. Nesses casos, o preparo contribui para reduzir interferências e garantir maior precisão no resultado.
Veja em quais situações o jejum é solicitado:
- Abdômen superior (fígado, pâncreas) — reduz interferências que dificultam a análise
- Pelve (útero, ovários, próstata) — melhora a visualização da região examinada
- Colangiorressonância (vias biliares) — facilita a avaliação das estruturas
- Exames com contraste — diminui o risco de desconfortos durante o procedimento
Seguir corretamente essas orientações ajuda a evitar falhas na imagem e a necessidade de repetir.
Como deve ser o preparo e o jejum quando solicitados?
Quando indicado, o preparo é simples e envolve principalmente respeitar o tempo sem alimentação sólida antes do procedimento. Esse cuidado é suficiente para manter condições adequadas durante a realização da ressonância e evitar interferências na análise.
Quantas horas de jejum são necessárias?
O intervalo costuma ficar entre 4 e 6 horas, sendo ajustado conforme o tipo de exame. Esse período permite que o organismo esteja em condições estáveis para a captação das imagens, especialmente em avaliações da região abdominal.
Posso beber água durante o jejum?
A água geralmente é liberada, pois não interfere no exame. Outras bebidas devem ser evitadas, já que podem estimular o sistema digestório e comprometer o preparo. A orientação pode variar, então vale confirmar com a clínica.
E os medicamentos de uso contínuo?
Medicamentos não devem ser suspensos por conta própria. Em geral, podem ser mantidos com pequena quantidade de água, respeitando os horários habituais. Informar a equipe sobre o uso é importante.
Quais exames de ressonância geralmente não exigem jejum?
Em exames que não envolvem sistemas em que há interferência na qualidade das imagens por causa da alimentação, é permitido que o paciente mantenha sua rotina normal antes do procedimento.
Isso costuma ocorrer quando o foco são estruturas como sistema nervoso, ossos e articulações. Ainda assim, é sempre importante confirmar as orientações específicas com a clínica ou o médico responsável, já que o protocolo pode variar.
Entre os exames que normalmente não exigem jejum, estão:
- Crânio e cérebro
- Coluna vertebral (cervical, torácica e lombar)
- Articulações (ombro, joelho, tornozelo, quadril)
- Músculos e tecidos moles dos membros
Mesmo nestes casos, seguir corretamente as recomendações recebidas garante mais segurança e evita imprevistos no dia.
O que pode acontecer se o preparo não for seguido corretamente?
Não cumprir as orientações pode comprometer diretamente o resultado da ressonância magnética. Isso gera atrasos no diagnóstico e, consequentemente, no início de qualquer tratamento necessário.
Outro ponto importante envolve a segurança, principalmente quando há uso de contraste. O não cumprimento do jejum pode aumentar o risco de desconfortos durante o procedimento, o que pode levar até mesmo ao cancelamento ou remarcação do dia agendado.
Por isso, seguir exatamente as instruções fornecidas no momento do agendamento é fundamental. Cada serviço pode adotar protocolos próprios, definidos pela equipe médica e pelos recursos disponíveis, como ocorre em instituições reconhecidas, a exemplo do Hospital 9 de Julho.
Tirar dúvidas com antecedência e anotar as orientações recebidas é uma forma simples de garantir que o exame ocorra sem imprevistos e com resultados confiáveis.
_Este conteúdo tem caráter informativo e não substitui avaliação médica. Em caso de dúvidas, procure um especialista habilitado. _
Bibliografia
CHEN, E. Y.; ZEFFIRO, T. A. Hunger and BMI modulate neural responses to sweet stimuli: fMRI meta-analysis. [Updated 2020]. In: International Journal of Obesity [Internet]. 2020. Disponível em: https://doi.org/10.1038/s41366-020-0608-5. Acesso em: 28 abr. 2026.
HEISSAM, K. et al. Measurement of fasted state gastric antral motility before and after a standard bioavailability and bioequivalence 240 mL drink of water: validation of MRI method against concomitant perfused manometry in healthy participants. [Updated 2020]. In: PLoS ONE [Internet]. 2020. Disponível em: https://doi.org/10.1371/journal.pone.0241441. Acesso em: 28 abr. 2026.
WINFIELD, J. M. et al. Development of a diffusion-weighted MRI protocol for multicentre abdominal imaging and evaluation of the effects of fasting on measurement of apparent diffusion coefficients (ADCs) in healthy liver. [Updated 2015]. In: The British Journal of Radiology [Internet]. 2015. Disponível em: https://doi.org/10.1259/bjr.20140717. Acesso em: 28 abr. 2026.

