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Oncologia

3 minutos de leitura

Melanoma: o que é, causas, sintomas e tratamento para a doença

Pintas suspeitas tendem a apresentar características diferentes das demais
RA
Dr. Rafael Aron Schmerling - Oncologista Atualizado em 20/05/2024

O câncer de pele melanoma é uma doença claramente associada à exposição solar excessiva. Quando detectado precocemente, esse tumor maligno apresenta excelente chance de cura – sendo, por isso, fundamental ficar atento aos sintomas. 

O que é melanoma?

Melanoma é um tipo de câncer de pele que se origina a partir dos melanócitos (células que são responsáveis por dar cor à pele). 

Embora esse tumor maligno atinja principalmente a pele, existe a possibilidade de ele se espalhar para gânglios regionais e outros órgãos. 

Tipos de melanoma

Os principais tipos de câncer de pele melanoma são: 

  • Melanoma disseminativo superficial (o mais comum); 
  • Melanoma nodular (o segundo mais frequente); 
  • Melanoma acral (acontece nos pés e nas mãos e, eventualmente, nas unhas); 
  • Lentigo maligno melanoma (ocorre no rosto, especialmente de pessoas idosas). 

O que pode causar melanoma?

O principal fator de risco para o surgimento do melanoma é a exposição aos raios ultravioleta – que advêm sobretudo da radiação solar, mas também estão presentes, por exemplo, na radiação de câmaras de bronzeamento (proibidas no Brasil desde 2009). 

Outro componente que pode facilitar o desenvolvimento desse tipo de câncer de pele é a hereditariedade: filhos de pessoas que já tiveram melanoma apresentam um risco maior de desenvolver essa doença. 

Quais são os sintomas de melanoma?

O sintoma mais precoce do melanoma tem relação com a pele: nota-se uma pinta com características distintas das demais. Em situações mais avançadas, a lesão pode ficar elevada e até sangrar. 

ABCDE do câncer de pele  

Existem alguns critérios que ajudam a determinar se uma pinta é ou não suspeita. Eles são conhecidos como regra do ABCDE do câncer de pele melanoma: 

  • A: assimetria (as pintas tendem a ser assimétricas); 
  • B: bordas (as pintas apresentam bordas irregulares); 
  • C: cor (as pintas têm múltiplas cores); 
  • D: diâmetro (em geral, as pintas têm mais de 0,5 centímetro); 
  • E: evolução (ao longo do tempo, há mudanças de aspecto, cor e/ou tamanho das pintas). 

Vale esclarecer que, isoladamente, nenhum desses fatores é definitivo. Porém, juntos, eles podem motivar uma biópsia para que se determine a natureza (benigna ou maligna) da pinta. 

Como é feito o diagnóstico da doença?

O diagnóstico do melanoma é realizado a partir da biópsia de uma pinta suspeita. Isso significa que a lesão é removida cirurgicamente e enviada para análise em laboratório. 

O ideal é que a pinta seja completamente removida, mas sem a preocupação com a amplitude das margens, já que isso deverá ser definido após o exame anatomopatológico (biópsia). 

Qual é o tratamento para câncer de pele melanoma?

O principal tratamento do melanoma é a cirurgia, que deve ser orientada pelas informações obtidas por meio da biópsia. 

Geralmente, o procedimento envolve a ampliação das margens da primeira cirurgia e, a depender da profundidade do melanoma, o médico faz uma pesquisa do linfonodo sentinela (um exame para avaliar se houve comprometimento de algum gânglio relacionado à drenagem da região da pinta). 

Melanoma tem cura?

O melanoma, quando diagnosticado precocemente, é altamente curável. Também é possível que casos mais avançados sejam curados – mas, além da cirurgia, pode ser necessário recorrer a medicamentos (em especial, os imunoterápicos). 

Dicas para prevenir a doença

A exposição aos raios ultravioleta é o principal fator que leva ao surgimento do melanoma. Portanto, para prevenir esse tipo de câncer, é importante adotar medidas como: 

  • Evitar a exposição solar nos horários de pico (das 9h às 16h30); 

  • Optar por locais com sombra; 

  • Utilizar itens físicos de proteção solar (a exemplo de chapéus, óculos escuros e roupas com proteção UV); 

  • Aplicar protetor solar rotineiramente (lembrando que é necessário aplicá-lo em quantidade adequada e retocá-lo ao longo do dia); 

  • Não utilizar câmaras de bronzeamento artificial. 

Como é o atendimento no Hospital Nove de Julho?

No Hospital Nove de Julho, os pacientes oncológicos têm acesso a um bloco exclusivo, localizado fora do ambiente hospitalar.  

O Centro de Oncologia dispõe de uma estrutura completa para consultas, exames, cirurgias e internação, além de ter um corpo clínico altamente capacitado, com profissionais da saúde de diferentes especialidades preparados para acolher e orientar os pacientes em todas as etapas do tratamento do melanoma. 

Há, por exemplo, um centro cirúrgico ambulatorial que permite maior agilidade nos procedimentos diagnósticos e também em pequenas cirurgias. 

Os pacientes do Hospital Nove de Julho contam ainda com os laboratórios da Dasa para a leitura das biópsias, com patologistas especializados em tumores cutâneos e com toda a tecnologia necessária para análises moleculares.

Escrito por
RA

Dr. Rafael Aron Schmerling

Oncologista
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Dr. Rafael Aron Schmerling

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