Você conhece o exame de Colpocitologia Oncológica? Não? Mas com certeza já ouviu falar no exame de Papanicolaou, certo? Os nomes são diferentes, mas o procedimento é o mesmo: um exame essencial para todas as mulheres em idade sexual, pois é a forma mais eficaz de se detectar o câncer de colo de útero – e outras complicações – precocemente.

O câncer de colo do uterino, ou cervical, é o terceiro tumor mais frequente na população feminina, segundo o Instituto Nacional de Câncer (Inca), atrás apenas do câncer de mama e o colorretal. A doença é causada principalmente pelo HPV (Papilomavírus Humano), IST mais comum no mundo, transmitido quase que exclusivamente via relações sexuais.

De acordo com o Ministério da Saúde, 14 mulheres morrem a cada dia por complicações deste tipo de câncer que, só em 2014, teve mais de 15 mil novos casos diagnosticados. A boa notícia é que, se detectado precocemente, as chances de cura sobem de 66% para 92%.

E é aí que entra o exame de Papanicolaou. Como esse tipo de câncer não se desenvolve rapidamente, podendo levar anos até se tornar maligno, recomenda-se que o Papanicolaou seja feito a partir dos 21 anos, exceto em mulheres que ainda não tiveram relações sexuais, até os 64 anos mesmo sem vida sexual ativa.

Mulheres grávidas podem e devem realizar o exame, que faz parte do acompanhamento pré-natal. Apesar de não haver contraindicações, o médico determina a necessidade de a paciente realizar ou não o procedimento.

Quando o rastreamento populacional é feito adequadamente, há uma diminuição de mais de 70% da mortalidade por câncer do colo uterino. Além de detectar lesões precursoras deste tipo de câncer, o Papanicolaou ajuda a diagnosticar infecções vaginais, como Gardnerella vaginalis, Tricomoníase e Candidíase, além de DSTs, incluindo HPV.

Como é feito?

A coleta é simples: durante o exame ginecológico, o próprio médico faz uma coleta das células do colo uterino com o auxílio de uma espátula e escovinha. Todo o processo dura alguns minutos.

O preparo adequado consiste em evitar relação sexual além do uso de cremes e duchas na véspera da coleta. Também é preciso cuidado ao agendar o exame fora do período menstrual.

O Papanicolaou deve ser feito anualmente. Após dois exames consecutivos normais, a paciente pode ser orientada a realizá-lo a cada três anos, como define a Organização Mundial de Saúde.

Fabio Laginha, ginecologista e mastologista, coordenador da Clínica da Mulher do Hospital 9 de Julho, de São Paulo


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