hiperidrose

Com a temperatura atingindo facilmente a marca de 30 graus nos últimos meses, fica difícil controlar o suor. Mas não há motivos para preocupação, afinal o suor tem justamente a função de manter a temperatura do corpo controlada.

É comum, então, transpirarmos com mais intensidade quando o dia está muito quente, ou quando praticamos atividade física, já que o movimento faz o corpo se aquecer.

E se você associou a transpiração a situações de nervosismo, também pensou certo: situações de estresse, nervosismo ou vergonha desencadeiam o suor como uma reação normal do organismo.

Contudo, há uma situação que merece atenção especial: a hiperidrose (ou sudorese). Trata-se de uma condição médica caracterizada pelo suor excessivo, mesmo em dias mais frios ou quando o corpo está em repouso.

Tipos

A hiperidrose pode ser classificada em dois tipos, de acordo com a manifestação dos sintomas: 

A primária focal atinge geralmente partes específicas como axilas, rosto, mãos e pés e costuma aparecer na infância e adolescência. Quem sofre deste tipo, geralmente não costuma transpirar quando em repouso.

Já a secundária generalizada atinge o corpo todo ou ainda áreas incomuns e, ao contrário do tipo primário, acontece mesmo durante o sono.

A hiperidrose pode afetar as pessoas de forma diferente: enquanto algumas são menos sensíveis aos sintomas e chegam a acreditar que a transpiração em excesso é normal, outras podem ficar psicologicamente abaladas. Estima-se que 3% das pessoas sofram com um desses tipos.

Causas

Assim como a intensidade do suor e as partes do corpo afetadas, as causas podem variar. Para se fazer um diagnóstico preciso, é necessário se consultar com um dermatologista, que vai analisar sintomas, histórico e particularidades do paciente.

Dentre as causas possíveis estão:

Tratamento

O tratamento adequado da sudorese depende do diagnóstico feito pelo dermatologista e da gravidade do quadro apresentado pelo paciente. Em casos mais simples, um antitranspirante mais potente que os usuais pode ser suficiente para tratar o distúrbio. Casos simples também podem ser tratados com medicamentos orais ou produtos tópicos.

Já para casos mais graves, pode haver indicação de aplicação de toxina botulínica – substância que bloqueia os nervos que estimulam a transpiração – ou mesmo um procedimento cirúrgico minimamente invasivo.

Dra. Caroline Semerdjian Cividanes, dermatologista do Hospital 9 de Julho