O Herpes Zoster é uma manifestação que pode acontecer em pessoas que tiveram catapora na infância. O vírus, que é diferente dos que causam herpes genital e bucal, permanece incubado por muitos anos e pode aproveitar uma baixa na imunidade do corpo para se desenvolver. As vesículas características do herpes acompanham um segmento de nervo, normalmente nas costas, abdômen, pernas e rosto e em apenas um lado do corpo.

A doença é autolimitada, ou seja, as lesões costumam regredir naturalmente em sete dias. Algumas pessoas, porém, depois de um mês podem começar a sentir dores na região em que o herpes se manifestou.

Essa é a chamada Neuralgia Pós-Herpética. Estudos indicam que até 50% das pessoas acima dos 50 anos que tiveram herpes zoster podem apresentar esse tipo de dor, causada porque o gânglio que dá origem ao nervo atingido pelo vírus foi danificado.

A dor neuropática é uma doença crônica que se manifesta com grande intensidade independentemente de estímulos – são choques, pontadas e queimação. Isso acontece porque os nervos alvo do herpes zoster são os responsáveis pela sensibilidade.

As pessoas que a desenvolvem estão mais suscetíveis a apresentar quadros de depressão e outras alterações psíquicas e físicas por causa da dor frequente.

O diagnóstico precoce nestes quadros é fundamental. Ele é realizado por meio do exame neuroclínico, histórico do paciente e, dependendo da gravidade do quadro, o médico pode solicitar uma eletroneuromiografia, que analisa como está a atividade dos nervos e da musculatura atingida.

O acompanhamento precoce é fundamental. Em idosos e pessoas imunossuprimidas, o ideal é realizar um tratamento do herpes zoster o mais precocemente possível com antivirais para evitar o agravamento das lesões e a dor forte, que aumentam as chances do posterior aparecimento de neuralgia pós-herpética.