Até que ponto a cólica menstrual deve ser encarada como um inconveniente normal das mulheres? Em alguns casos, não é fácil perceber qual a diferença entre uma dor comum e um sinal de que algo não vai bem.

Muitas vezes mulheres com doenças como a endometriose – quando parte do tecido do útero se desprende e vai para outras regiões do corpo em vez de ser expelido na menstruação – acabam recebendo um diagnóstico tardio.

Há casos em que o diagnóstico leva até oito anos! Precisamos valorizar a queixa de cólica quando ela está ligada a um quadro clínico que mostre uma piora progressiva da dor ao longo das últimas menstruações e quando o problema atrapalha a vida pessoal e profissional da paciente.

Diagnóstico

O sinal de alerta acontece quando a cólica é incapacitante, ou seja, não permite que a mulher realize suas atividades rotineiras. Outro ponto a ser observado é se há dor na região pélvica durante as relações sexuais.

Os sintomas não necessariamente estão ligados à gravidade da doença, uma mulher pode ter poucas lesões e muita sensibilidade, enquanto outra pode estar com muitas lesões e não ter tanta sensibilidade.

Tratamento

Após o diagnóstico, o próximo passo é a definição do tratamento que varia se a mulher ainda deseja engravidar ou não. Se a opção for por ainda ter filhos, o objetivo será deixar a pelve com o menor número de lesões possível para viabilizar a gestação.

Caso não haja planos para novos filhos, a paciente poderá seguir para a terapia de bloqueio hormonal e será analisada se há realmente necessidade de retirada cirúrgica das lesões.

Por isso, se a dor da cólica está passando do limite do aceitável, procure o seu médico e pergunte se pode ser endometriose.