Você já reparou como os homens de sua família costumam ir pouco ao médico? Na maioria dos casos são as mulheres que assumem a tarefa de cuidar da saúde dos maridos ou namorados, o que é essencial para identificar doenças precocemente, evitando agravamento futuro.

É o caso da impotência sexual, um assunto que deve deixar de ser tabu para o casal, para ser tratado no consultório médico.

O perfil da disfunção sexual tem sofrido alterações constantes nos últimos anos em função da piora da qualidade de vida, hoje muitas vezes caracterizada pelo sedentarismo e pela alimentação inadequada, que aumenta risco de diversas doenças.

Recentemente, com a popularização dos medicamentos que estimulam a ereção, descobriu-se que 95% dos casos de disfunção têm origem orgânica. E mais: que a impotência sexual, independente da gravidade, é um indício de possíveis complicações cardiovasculares, como infarto do miocárdio, acidente vascular cerebral, aneurismas, insuficiência cardíaca, entre outros.

Recentemente, com a popularização dos medicamentos que estimulam a ereção, descobriu-se que 95% dos casos de disfunção têm origem orgânica.

A relação entre disfunção erétil e problemas cardíacos é recente. Um dos estudos* que ajudou a comprovar o fato acompanhou 2.496 homens com disfunção erétil por sete anos. Ao final do estudo, 15% deles relataram incidentes cardíacos.

Causas

Entre as causas mais comuns estão:

Esses problemas podem ocorrer separadamente, mas, geralmente ocorrem em associação (em casos chamados de comorbidades) e agravadas por hábitos como tabagismo e pelos já citados sedentarismo e má alimentação.

Tratamento

O tratamento da disfunção erétil está justamente associado à detecção e erradicação destes problemas. Por serem doenças geralmente “silenciosas”, ou assintomáticas, a detecção é usualmente feita por meio de um check-up generalizado, com observação dos hábitos e estilo de vida.

A reposição de testosterona pode ser indicada, caso a baixa do hormônio seja detectada, mas vale ressaltar: é preciso modificar o estilo de vida e adotar novos hábitos saudáveis.

*Thompson IM et cols. JAMA 294: 2006, 2005