Um surto recente de caxumba tem deixado a população brasileira preocupada, especialmente em São Paulo onde, neste ano, mais de 850 casos foram registrados, de acordo com a Secretaria Estadual de Saúde. Um aumento de 500% em relação ao ano passado.

Esse é o maior número desde 2008, quando 3.394 casos foram registrados na capital paulista. Com o aumento das ocorrências, é essencial manter-se atento aos sintomas mais comuns da doença, para que o tratamento dos sintomas, se necessário, seja iniciado o quanto antes.

O que é?

A caxumba é uma infecção que afeta as glândulas parótidas, responsável pela produção de saliva e é causada por um vírus da família do paramyxovirus. A doença é muito comum em crianças. Para elas, os riscos de complicações são pequenos, mas eles tendem a ser mais severos quando a doença é contraída em idade adulta, daí a importância da prevenção.

O vírus é transmitido pela saliva contaminada e por gotículas da saliva com o vírus, que fica suspenso no ar. Conversar muito próximo da pessoa doente, beijar ou compartilha talhares são atitudes que aumentam a chance de contágio.

Com o aumento das ocorrências, é essencial manter-se atento aos sintomas mais comuns da doença, para que o tratamento dos sintomas, se necessário, seja iniciado o quanto antes.

Sintomas

Em mais de 65% dos casos, é comum haver inchaço das glândulas salivares, provavelmente a característica mais conhecida da doença. Mas além deste, outros sintomas podem indicar a doença. São eles:

  • Dor de garganta
  • Náuseas
  • Vômito
  • Dor de cabeça
  • Perda de apetite
  • Febre

Prevenção é essencial

A caxumba foi muito comum no Brasil antes de a vacina ter sido inventada. Depois disso, o número de casos reduziu drasticamente. Infelizmente, alguns pais têm deixado de vacinar seus filhos, o que aumenta consideravelmente as chances de contágio. 

A vacina é oferecida gratuitamente pelo sistema público de saúde em todo o país e é a forma mais eficiente e segura de proteção. Crianças a partir dos 12 meses de idade devem receber a tríplice viral (que protege contra sarampo, caxumba e rubéola) e aos 15 meses um reforço da tetra viral (que inclui a dose contra varicela).

Adolescentes de até 19 anos que não foram vacinados também devem receber duas doses. Já os adultos entre 20 e 49 anos podem se vacinar e recebem apenas uma dose.

Não há tratamento específico para caxumba, por isso o paciente é tratado apenas para que os sintomas sejam aliviados. A recuperação total leva cerca de duas semanas.

Infelizmente, alguns pais têm deixado de vacinar seus filhos, o que aumenta consideravelmente as chances de contágio.