​E de repente boom, a dor surge sem aviso prévio. Quem já passou por isso sabe: cólicas abdominais, dor na lombar, dificuldade para urinar. Eis que no meio do caminho tinha uma “pedra”, ou seja, sinal de cálculo renal. 

Conhecida também como “pedra” no rim, a doença afeta de 5% a 12% da população mundial. Ela é muito mais comum em homens (10% - 15%) do que mulheres (5% - 10%).

O que é?

Mas, afinal, do que são feitas? Os cálculos são cristais pequenos de tamanhos variados que podem ser encontrados nos rins ou em outros órgãos do trato urinário como a bexiga. Além de provocar cólica e dores intensas, podem prejudicar o funcionamento renal e comprometer a qualidade de vida dos pacientes.
Depois de formadas, as pedras percorrem um longo caminho até serem expelidas pela urina. 

Entenda o percurso que o cálculo faz até ser expelido pelo organismo

1- <O começo de tudo> Os rins : Os cálculos urinários são formados geralmente nos rins a partir do acúmulo de substâncias como ácido úrico, cálcio e sal. As pedras costumam ser pequenas, em geral, inferiores a cinco milímetros. O incômodo sentido pelo paciente varia de acordo com o tamanho do cálculo e torna-se mais intenso quando desloca-se para a pelve, causando uma obstrução parcial ou total da saída de urina.
Nessa etapa, é comum o paciente urinar com sangue (hematúria) e ir ao banheiro mais vezes do que o normal (polaciúria), além de ficar com a sensação de que ainda precisa urinar, já que o percurso pode estar interrompido.

2- <O meio> O ureter: Os cálculos ureterais costumam causar dores mais agudas do que na etapa anterior. Isso porque os ureteres são mais estreitos do que os rins, o que dificulta a passagem da pedra pelo canal. A dor pode ocorrer desde abaixo das costelas até a virilha. O local da dor indica por onde o cálculo está passando.
Nestes casos, é comum também notar sangue na urina. A piora do quadro costuma vir com febre, o que indica infecção de urina causada pela obstrução do ureter.

3-  <A linha de chegada> - A bexiga e a uretra: Quando o cálculo chega na bexiga, as dores começam a diminuir e causam uma sensação de “alívio”. Em seguida, a pedra é expelida pela uretra. Nestes casos, a eliminação da pedra costuma ser dolorosa quando o cálculo alcança mais de um centímetro. Pode, ainda, obstruir a transição da bexiga para uretra e impedir a saída da urina. Esse tipo de obstrução pode ocorrer causando dor e sangramento sendo retirado via tratamento cirúrgico.

Tratamento

O tratamento para a doença varia de acordo com a região em que o cálculo está, bem como o tamanho da pedra. São levados em consideração ainda fatores associados como idade, peso e doenças pré-existentes como diabetes, cardiopatias, infecções e distúrbios de coagulação do sangue.
Em alguns casos, o cálculo é expelido naturalmente. Há situações em que a pedra fica maior do que o canal da uretra e deve ser retirada cirurgicamente ou ainda por meio de tratamentos minimamente invasivos como a Litotripsia, que visa reduzir o tamanho dos cálculos por meio de esmagamento ou trituração, por laser ou ondas de choque.

Como prevenir a doença

Uma das chaves para evitar a doença é básica: beber água. Ingerir pelo menos dois litros de água por dia e sucos de frutas cítricas, praticar esporte regularmente e evitar alimentos com excesso de sal, embutidos e enlatados são essenciais para evitar os cálculos urinários.

O ideal, portanto, é prevenir. Mas, se você sentir desconforto frequente ao urinar, procure avaliação médica.