​Atualmente, existem técnicas minimamente invasivas disponíveis no mercado que diminuem sequelas e a mortalidade do infarto. Isso é ainda mais importante na época mais fria do ano. Durante esse período, os casos de doenças cardiovasculares sobem até 30%, segundo o Ministério da Saúde. 

Isso ocorre pois o organismo gasta energia e libera hormônios, como a adrenalina (que reduz o calibre das veias), para manter a temperatura corporal. O corpo também fica mais suscetível a doenças do sistema respiratório, que podem sobrecarregar o sistema circulatório, deixando-o mais suscetível a ameaças como o infarto.

As doenças cardiovasculares matam cerca de 18 milhões de pessoas anualmente, segundo a Organização Pan-Americana de Saúde. Por isso, o melhor a fazer é entender como são desencadeadas e buscar a prevenção e o acompanhamento médico com regularidade. Saiba mais!

Causas

Os infartos são causados pela obstrução do fluxo sanguíneo nas artérias, que pode ser  causado pelos seguintes fatores:

1. Má alimentação;
2. Sedentarismo;
3. Obesidade;
4. Consumo de álcool e cigarro;
5. Hipertensão;
6. Situações prolongadas de estresse;
7. Genética.

Fatores de risco

Dentre os fatores de risco considerados comportamentais, estão hábitos nocivos que devem ser abandonados ou reduzidos. É o caso de:

Uso de tabaco, drogas e álcool;
Falta de exercícios físicos regulares;
Consumo de alimentos gordurosos, com excesso de sal e/ou ricos em açúcares.

Pacientes que possuem histórico de diabetes, pressão alta e sobrepeso precisam consultar um especialista regularmente para monitorar a saúde cardíaca. 

Sintomas e diagnóstico

A maioria das doenças cardíacas não são repentinas, desenvolvem-se ao longo do tempo. Mesmo o infarto, que é súbito, ocorre devido a uma obstrução, algo que, na maioria das vezes, é fruto do acúmulo gradual de gordura nas paredes arteriais. Existem dois grupos de sintomas, os clássicos e os atípicos.

Sintomas Clássicos

1. Dor no peito, podendo irradiar para o braço esquerdo, pescoço, costas e estômago;
2. Suor frio;
3. Desmaio.

Sintomas atípicos

Enjoos;
Vômitos;
Falta de ar;
Fadiga;
Desconforto no peito;
Arritmia.

Diagnóstico

Constatados os sintomas, o ideal é acalmar o paciente e acionar o socorro, para que haja acompanhamento profissional durante o trajeto até o hospital. 

Uma vez na emergência, os médicos realizarão os exames necessários para detectar o infarto e realizar os procedimentos curativos. A Medicina evoluiu e, hoje, o infarto é tratado com procedimentos minimamente invasivos.

O tratamento Hemodinâmico

A Hemodinâmica faz, ao mesmo tempo, diagnóstico e intervenção terapêutica em diversas doenças por meio de técnicas minimamente invasivas (punção em uma artéria para acesso ao local lesionado). É altamente recomendada para procedimentos como:

1. Cateterismo
2. Angioplastia
3. Correção de aneurismas
4. Correção de anomalias cardiovasculares
5. Correção de más-formações de veias e artérias;
6. Tratamento de arritmias.

De acordo com o Dr. João Batista Guimarães, responsável pela Hemodinâmica do Hospital 9 de Julho, o procedimento reduz a possibilidade de sequelas pós-cirúrgicas  e agiliza significativamente o atendimento a pacientes infartados.

O aparelho permite boa visualização do campo cirúrgico, o que é fundamental em qualquer procedimento de emergência cardiovascular. Ainda de acordo com o Dr. João Batista, a visão completa do campo cirúrgico é “essencial para procedimentos endovasculares, quando os cirurgiões precisam ver toda a extensão de um vaso”.

A tecnologia utiliza imagens em 3D e auxílio de braços robóticos para ampliar a precisão e reduzir possibilidade de danos, tais como infecções hospitalares, dores com grandes incisões e recuperações mais demoradas.
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O tratamento hemodinâmico é uma opção importante para cuidados com pacientes infartados, porém, não se esqueça de que a prevenção é sempre melhor.

Cuide da sua dieta, abandone hábitos nocivos ao coração, pratique atividades físicas regularmente e agende consultas periódicas com médicos especialistas, principalmente se você pertence a algum grupo de risco.

Fontes:

Ministério da Saúde
Organização Pan-Americana de Saúde