​Causas, tratamentos, recomendações e tudo o que você precisa saber sobre o assunto neste momento

Lesões ortopédicas são comuns e podem ser causadas por diversos fatores. É difícil conhecer alguém que nunca tenha sofrido uma torção, fratura, distensão, luxação ou estiramento, por menor que tenha sido o grau do dano. Afinal, quedas, tropeços, um movimento errado durante a prática de esportes ou mesmo o envolvimento em um acidente de trânsito são fatores que podem facilmente resultar em um desses incidentes. Por isso, é tão importante conhecer um pouco mais esse assunto.

Além disso, pacientes que se submeteram recentemente a cirurgias ortopédicas precisam de um correto direcionamento sobre como agir em meio à pandemia, para que seus tratamentos sejam bem-sucedidos. Afinal, a vida como conhecíamos mudou.


Fraturas ortopédicas: principais causas e tratamentos

O Dr. Ricardo Nahas, coordenador do Centro de Medicina do Exercício e do Esporte do Hospital 9 de Julho, explica que as lesões ortopédicas agudas têm origem em traumas de alta energia, e sua gravidade é relacionada com o grau de sua intensidade. Isso pode ocorrer por trauma direto, como acidentes motorizados, ou indireto, como entorses, por exemplo.

"Na traumatologia esportiva, as fraturas ditas crônicas, por microtraumas, fraturas por estresse, têm como causa a repetição do gesto esportivo. São traumas de baixa energia com muita repetição e sem o tempo necessário para a devida recuperação tecidual. A diversidade dos esportes e seus gestos fazem com que todos os ossos do corpo humano sejam expostos a esse tipo de fratura por microtraumas", afirma o médico.

Dependendo do quadro, o profissional especializado pode, entre diversas possibilidades, recolocar o osso fraturado no lugar, imobilizar o local lesionado com um gesso ou uma tala, até que haja a devida cicatrização, ou mesmo intervir com uma cirurgia, se houver necessidade.

"Aqui no Hospital 9 de Julho, por exemplo, contamos com aparelhos sofisticados que, por meio da evolução da tecnologia, permitem melhor imagem na identificação de lesões traumatológicas", comenta o ortopedista.


Como agir imediatamente após uma lesão em um dos elementos do aparelho locomotor?

Após uma ocorrência ortopédica é imprescindível buscar atendimento médico com urgência. Isso porque o sucesso do tratamento depende de um diagnóstico rápido e bem elaborado, auxiliado por exames laboratoriais e de imagem.

De acordo com o Dr. Ricardo Nahas, a investigação complementar diagnóstica começa necessariamente por radiografias simples em posições variadas. "Para suspeitas de comprometimento ósseo, as tomografias computadorizadas auxiliam na decisão do melhor tratamento e no planejamento cirúrgico. Nas lesões articulares, a ressonância magnética é a escolhida por ter a melhor resolução de imagem para ligamentos, tendões, músculos e cartilagem (partes moles em geral)", complementa.

Também existe a possibilidade de o profissional de saúde solicitar exames complementares para doenças preexistentes (diabetes, doença arterial coronariana, hipertensão arterial crônica e não controlada etc.), que podem agravar a saúde do doente. Na suspeita de comprometimento vascular, o ultrassom Doppler venoso e arterial pode auxiliar no diagnóstico.


O que fazer: seguir o isolamento social ou buscar atendimento hospitalar imediato?

Sabemos que muitas pessoas estão evitando ir ao hospital, mesmo diante de sérias ocorrências de saúde, como as lesões ortopédicas. Porém, o Dr. Ricardo enfatiza que isolamento social significa não ter aproximação entre pessoas, e não negligência, afinal, doenças em consequência a traumas podem ser severas e preocupantes.

Como já comentamos, cabe ao médico ortopedista averiguar a gravidade da lesão e a necessidade de procedimentos que obriguem internação e cirurgia. Além disso, quanto mais célere for o início do tratamento, melhor seus resultados e mais rápido será o retorno à normalidade, ou seja, à reabilitação e à retomada do cotidiano. Portanto, o paciente, com certeza, precisa se dirigir a uma unidade hospitalar nesse momento. Lembrando sempre de tomar os devidos cuidados de higiene, lavar as mãos, utilizar álcool gel 70% corretamente e manter a máscara de proteção no rosto o tempo todo.

Afinal, de acordo com o ortopedista do Hospital 9 de Julho, um tratamento médico postergado, nesses casos, pode resultar em complicações severas, como sequelas irreversíveis - anatômicas ou mecânicas e até o risco de perda do membro afetado -, por tromboses ou síndromes compartimentais, por exemplo. "No caso daqueles que apresentam lesões crônicas funcionais, classificados como "eletivos", podem, na sua maioria, aguardar por melhores condições de saúde pública. Mesmo assim, esse atraso pode trazer complicações futuras, então, o melhor julgamento para tomar uma decisão será do médico assistente", ressalta o especialista.

O médico ainda pontua que infecções na pele e alterações da circulação no membro afetado são desdobramentos possíveis em um quadro de lesão ortopédica e que merecem constante monitoração médica, mesmo após imobilização definitiva como tratamento. "Em tempos de Covid-19, controlar a temperatura corporal é um acompanhamento clínico fundamental para esses pacientes, além de realizar testagens."


Quais são as principais recomendações para os pacientes pós-cirúrgicos ortopédicos em meio às ameaças do novo coronavírus?

Segundo o especialista, no pós-operatório, a equipe médica deve garantir um ambiente hospitalar seguro, por meio do isolamento do paciente e de cuidados de enfermagem diferenciados. "O monitoramento deve ser feito, sobretudo, com o auxílio de testagens para o novo coronavírus e da evolução da temperatura corporal. Nesse contexto, hemograma, PCR e VHS, antes e após o procedimento, são exames que podem ajudar, lembrando que o ato cirúrgico por si só já altera esses marcadores. No caso de suspeita clínica, o exame de TC de tórax para inflamação pulmonar pode complementar o diagnóstico de Covid-19", destaca o Dr. Ricardo.

No caso de um indivíduo estar com o vírus e com uma enfermidade ortopédica ao mesmo tempo, o médico salienta que o Hospital 9 de Julho tem equipes, UTI e isolamento que garantem o tratamento de ambos os quadros simultaneamente.


O 9 de Julho está estruturado para atender qualquer necessidade ortopédica

No Hospital 9 de Julho, os protocolos de segurança já começam no pronto-socorro. Isso porque o acesso dos pacientes ortopédicos se dá por portarias independentes, minimizando os riscos de contaminação. Já os pacientes com sintomas respiratórios ou suspeita de Covid-19 ocupam blocos separados dos demais. Nessas áreas, o grupo de trabalho é exclusivo, o que evita a propagação do vírus.

Nesse contexto, contamos com uma equipe de enfermagem devidamente treinada e exclusiva para o atendimento de enfermidades sem relação com a Covid-19. Esses profissionais se mantêm totalmente distantes de pacientes e colaboradores que transitam pelos fluxos destinados ao atendimento do novo coronavírus. O Hospital 9 de Julho está totalmente preparado para atender com segurança todos os perfis de pacientes.