Atualmente, a osteoporose atinge mais de 2 milhões de brasileiros


Os ossos do esqueleto humano garantem, além da sustentação e movimentação do esqueleto apendicular, a proteção de determinados órgãos vitais, quando sua interposição funciona como um "escudo" ou "gaiola" para resguardar o coração, os pulmões, o cérebro, a medula espinhal e a bexiga, por exemplo.

Nossos ossos também permitem a reserva de sais minerais e a produção de células sanguíneas, sendo constituídos por colágeno e um mineral chamado fosfato de cálcio, que torna a sua estrutura dura e forte.

No entanto, com o passar dos anos, o corpo começa a perder tais substâncias mais rapidamente do que pode repor, o que acaba enfraquecendo os ossos. Quando esse processo atinge um determinado estágio, provocando a debilidade dos mesmos e tornando sua estrutura fragilizada, chamamos de osteoporose.

Essa doença afeta imensamente a qualidade de vida de mulheres que estão na menopausa e os homens a partir dos 50 anos, uma vez que transforma simples tensões ou contratempos do dia a dia em grandes riscos de fratura.

Essas lesões ocorrem mais comumente no quadril, punho ou coluna vertebral, podendo causar perda da mobilidade, da independência, sequelas ou ainda chance de fatalidade.


Conheça os maiores inimigos da saúde dos ossos

Alguns dos fatores que contribuem consideravelmente para a diminuição da densidade mineral óssea, a perda óssea precoce e, consequentemente, o aumento do risco de fraturas são:

·      Baixa ingestão de cálcio: de acordo com a Mayo Clinic Organization, homens e mulheres com idades entre 18 e 50 anos precisam de 1.000 miligramas de cálcio por dia, sendo que essa quantidade diária deve aumentar para 1.200 miligramas quando as mulheres completam 50 anos, e os homens 70.

·      Levar um estilo de vida sedentário, praticando poucas atividades físicas e passando a maior parte dos dias sentado ou deitado: esses comportamentos não estimulam o equilíbrio nem a força do esqueleto, prejudicando os ossos.

·      Consumo de tabaco e álcool: um estudo recente do The FASEB Journal – periódico científico americano – sugere que o uso do tabaco e do álcool pode provocar estresse no organismo e acabar ativando uma célula do sistema imunológico, que se transforma em osteoclasto, isto é, uma outra modalidade de célula cuja função é reabsorver os ossos. Dessa forma, os hábitos de fumar e ingerir bebidas alcóolicas promovem uma eliminação óssea maior do que a esperada e programada pelo corpo.

·      Estar abaixo do peso ou realizar qualquer restrição severa da ingestão de alimentos.

Você nunca será muito jovem ou muito velho para investir nesses cuidados

·      Já se exercitou hoje? Atividades que envolvem o levantamento de peso podem ajudar a prevenir a perda óssea ou fortalecer ossos que já estão fracos. Manter-se ativo fisicamente irá beneficiar os seus ossos independentemente de quando você começar. Mas, claro, recomendamos praticar regularmente esse hábito tão saudável e preventivo contra várias doenças desde a juventude e por toda a vida.

 

Técnicas de equilíbrio e melhora postural podem auxiliar a sua coordenação, te mantendo longe do risco de quedas. O Dr. Ricardo Munir Nahas, coordenador do Centro de Medicina do Exercício e do Esporte do Hospital 9 de Julho, destaca que exercícios contra a resistência, com "pesinhos", fixam bem o cálcio no osso.

 

·      Confira se você está ingerindo com frequência alimentos que representam ótimas fontes de cálcio, como: laticínios com baixo teor de gordura, vegetais com folhas verdes escuras, salmão ou sardinha com espinhas, produtos de soja e cereais fortificados com cálcio e suco de laranja. Se sua alimentação é um pouco mais limitada, que tal contatar o seu médico sobre a possibilidade de contar com o auxílio dos suplementos de cálcio?

 

·      A vitamina D também pode ajudar! Esse componente, obtido principalmente por meio da exposição à luz solar, aumenta a capacidade do corpo absorver cálcio, melhorando a saúde óssea de diversas maneiras. Mas o especialista adverte: "não adianta tomar suplementos de cálcio e vitamina D, ou medicamentos que impedem a saída do cálcio do osso, se o estímulo do exercício físico não for regular. A absorção e fixação só ocorrem quando temos a ação dos músculos sobre os ossos, que reagem tornando-se mais fortes. A vitamina D é lipossolúvel e se acumula na gordura, assim, o excesso pode levar a uma 'hipervitaminose D' – daí a necessidade de esse processo ser controlado por um médico".

 

·      É sempre importante manter um peso corporal adequado e saudável. Se for o caso, consulte um especialista sobre esse assunto para se certificar que está no caminho certo.

 

 

Incentive seus filhos a se cuidarem desde cedo

O Dr. Ricardo explica que todo o "estoque" ósseo de uma pessoa é formado durante a sua infância e adolescência, sendo utilizado durante toda a vida. Por isso, manter-se ativo e dentro dos limites do peso corporal, levar uma vida saudável com dieta balanceada e sem vícios pode garantir um futuro mais tranquilo para esse indivíduo em todos os sentidos, principalmente no que diz respeito à prevenção de doenças, inclusive a osteoporose em si. "Praticar exercícios regulares deve fazer parte da vida como um hábito, não como exceção", alerta o médico, que também é ortopedista.

Quais casos são mais propensos ao desenvolvimento da osteoporose e devem ser monitorados?

A mulher após a menopausa tem a maior incidência de osteoporose e deve ser monitorada anualmente, assim como os adolescentes que praticam esportes nos quais o baixo peso corporal é fator importante para o desempenho. Além disso, homens e mulheres que se submetem a regimes drásticos para perda de peso e, principalmente, se mantêm sedentários.

"A todos os idosos, eu recomendo fazer um controle anual sobre a saúde óssea com seu médico de confiança – afinal, a osteoporose é uma doença silenciosa, e a ciência vem trabalhando para garantir uma longevidade com doenças controladas por meio de tratamentos inovadores. Siga sempre as recomendações prescritas e mantenha uma vida saudável, incluindo exercícios regulares na rotina. Assim, você irá desfrutar do bem estar que a atividade física lhe oferece, principalmente quanto à melhora do humor, à qualidade do sono e à disposição para seus diversos afazeres do cotidiano. E lembre-se: nunca é cedo e nunca é tarde para começar a valorizar o seu corpo", ressalta o especialista do H9J.

O que Hospital 9 de Julho oferece de diferencial para os 50+?

O Dr. Ricardo Nahas finaliza a matéria salientando a qualidade do trabalho exercido no Centro de Medicina do Exercício e do Esporte e no grupo da Longevidade do H9J, que atendem, orientam e acompanham os idosos na atividade física, em conjunto com uma equipe formada por geriatras, ortopedistas, médicos do esporte, psicólogos e nutricionistas. "Essas possibilidades oferecem diversas atividades voltadas para a qualidade de vida daqueles vitoriosos que chegaram a essa idade".

A tecnologia também está presente: contamos com aparelhos que medem a densidade óssea e ajudam no diagnóstico da osteoporose, testes que garantem exercícios orientados e direcionados para as necessidades individuais, além dos exames para controle laboratorial dos diversos marcadores que atestam a boa saúde (ou não). Na infelicidade de ocorrências (como as fraturas), o Hospital 9 de Julho tem total estrutura para tratamento ortopédico, mesmo em tempos de pandemia.


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