Receber de um médico a informação de que estamos com alguma doença não é uma notícia boa, principalmente quando o tratamento é sabidamente complexo e, a cura, nem sempre possível. É o caso da Insuficiência Renal que, em estágios variados, atinge até 10 milhões de brasileiros – muitos deles sequer imaginam que têm o problema, fatal se não tratado adequadamente.

Em sua fase crônica, quando há um comprometimento superior a 90% das funções dos rins, é indicado o tratamento dialítico - a filtragem das impurezas do sangue realizada por uma máquina externa ao corpo, compensando, assim a deficiência dos rins.

Agora, imagine ter a doença quando ainda se está em idade economicamente ativa? Há uma boa notícia nesta história: hoje, existe a opção de Hemodiálise diária, quando a pessoa vai todos os dias ao hospital e faz sessões de até 2h e 30 minutos, em vez das tradicionais quatro horas, três vezes por semana.

Com esse esquema de filtração, a pessoa consegue levar uma vida praticamente normal, com o menor impacto possível do tratamento na sua rotina profissional.

Outro benefício apontado pela médica é que, com uma filtragem mais frequente, a pessoa consegue ter uma dieta menos restritiva, o que causa um impacto positivo também na vida social.

Alimentos que estão proibidos em pacientes que fazem Hemodiálise três vezes por semana, são aceitáveis quando a filtragem é diária, desde que de forma controlada.

O acompanhamento médico é fundamental e a conscientização do paciente também, afinal, nunca se sabe quanto tempo a pessoa ficará em tratamento, aguardando o transplante dos rins, nem como o corpo vai reagir a algum excesso de final de semana.