Está se organizando para uma viagem internacional? Esse tipo de passeio, com certeza, requer muito mais preparativos e planejamento, não é mesmo? É preciso estar em dia com o passaporte, reservar diárias em hotel, ficar de olho no câmbio...

São tantos detalhes para resolver que muitas pessoas acabam deixando de lado um item que pode fazer toda a diferença na viagem: as vacinas.

Sim, alguns países são bastantes exigentes quanto à imunização dos turistas que circulam por seu território, principalmente com aqueles que vêm de regiões tropicais, onde existem doenças endêmicas, como febre amarela e malária, por exemplo.

Se você está de malas prontas ou planejando viajar para fora do país, veja nossas dicas para evitar que suas férias sejam frustradas.

Os países e suas exigências

A lista com todas as exigências de vacinação em cada país do mundo é muito grande. O mais importante que o turista deve ter em mente é: os governos monitoram surtos e epidemias de doenças contagiosas, tanto em seu próprio território como em outras nações. Quando uma situação de risco é identificada, é emitida uma portaria tornando a imunização um requisito obrigatório para a entrada no país.

Esse foi o caso de lugares como o Panamá, os Estados Unidos, o Canadá e a Colômbia, que acompanharam o surto de febre amarela ocorrido no Brasil no início de 2017 e, então, passaram a solicitar um certificado de vacinação para os turistas brasileiros. 

Para evitar surpresas desagradáveis, nossa recomendação é visitar o Portal do viajante, no site da Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa). Lá, é possível escolher um destino e verificar se existe alguma exigência em relação às vacinas.

Os países que reconhecem a existência de doenças perigosas em seu próprio território também requerem a imunização para turistas estrangeiros. Isso acontece em lugares da América do Sul e da África com a febre amarela, no sudeste asiático com a hepatite A, na Índia com a poliomielite, a raiva e a febre tifoide, e na África Saariana com a meningite.

Mas não pense que regiões economicamente mais ricas escapam dessa. Países do sul da Europa recomendam aos turistas que tomem vacinas contra as hepatites A e B, a raiva, a encefalite e a difteria.

Não esqueça do CIVP!

Para que as autoridades locais possam confirmar que o viajante realmente está imunizado, é preciso registrar essas informações em um documento de validade internacional, o Certificado Internacional de Vacinação ou Profilaxia (CIVP).

Aqui, no Brasil, ele é emitido pela Anvisa e pode ser feito em alguns postos de saúde e em clínicas de vacinação particulares credenciadas. No site da Organização Mundial da Saúde, é possível consultar quais países exigem o CIVP.

Para conseguir o seu, a melhor forma é realizar o pré-cadastro na página da Anvisa. Feito isso, basta tomar as vacinas e, depois, procurar um local credenciado para a emissão do certificado, apresentando sua carteira de imunização e um documento de identidade.

Dica: procure realizar a vacinação no mesmo posto ou clínica que vai confeccionar seu CIVP, isso agiliza o processo.

Outra orientação importante: a vacina mais pedida para turistas brasileiros é a da febre amarela. Essa imunização possui um período de ativação de dez dias após a aplicação, ou seja, o organismo só passa a estar protegido depois desse tempo. A maioria dos países não aceita a entrada em seu território caso esse intervalo não esteja completo. Por isso, programe-se para não deixar isso para a última hora!

A vacinação para viagens não tem segredo. Apesar das etapas burocráticas serem um pouco cansativas, elas são necessárias. Não esqueça de consultar quais são as vacinas obrigatórias para entrar em seu destino.

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