A Candida é um tipo de fungo comum à flora de todo o corpo humano, onde habita de forma equilibrada, especialmente nas regiões vulvovaginal e intestinal.

Entretanto, quando ocorre algum desequilíbrio desta flora que protege o organismo, a Candida se prolifera em excesso podendo irritar pele e mucosas, causando a candidíase.

Os sintomas mais comuns são prurido, inchaço vulvar, inflamação, escoriações (resultantes do ato de coçar), dor durante a relação sexual e ao urinar, infecções secundárias e corrimento denso, mas sem odor.

Este é um problema comum entre mulheres e costuma ser mais frequente nos períodos caracterizados pelo aumento da produção do hormônio estrogênio: período pré-menstrual, na gravidez e durante tratamento com hormônios. Isso ocorre porque o estrogênio faz com que o conteúdo vaginal fique mais ácido. Apesar de comum, apenas 10% dos casos de candidíase são recorrentes.

Algumas situações tipicamente favorecem a proliferação da Candida:

  • Duchas vaginais, sabonetes íntimos de uso diário, protetores diários de calcinha, roupas sintéticas apertadas, biquínis molhados;
  • Uso de antibióticos, em especial os de amplo espectro, que acabam por alterar a flora vaginal, diminuindo o número de lactobacilos vaginais e consequentemente alterando o pH vaginal;
  • Infecções locais;
  • Atividade sexual intensa;
  • Diabetes descompensado;
  • Baixa imunidade;
  • Situações de estresse.

Diagnóstico e tratamento

O diagnóstico é feito principalmente pelo quadro clínico. Algumas ocasiões exigem exames mais específicos, como é o caso de alergias e eczemas que podem apresentar sintomas semelhantes.

Como a candidíase não é considerada uma doença sexualmente transmissível, o parceiro somente é tratado se apresentar os sintomas. O tratamento consiste em afastar os fatores de risco para evitar a reincidência, por isso, é preciso suspender as relações sexuais para restabelecimento da pele e da mucosa durante o tratamento.

Além disso, são ministrados medicamentos antifúngicos por via oral e/ou cremes para tratamento local. O tempo de tratamento varia conforme a gravidade dos sintomas.

Nos casos de infecções que tendem a se repetir várias vezes ao ano, que são mais raros, o médico pode optar pelo uso de antifúgico oral por um tempo mais prolongado.

Porém, tanto o diagnóstico como a determinação do melhor tratamento depende da avaliação de um especialista. Por isso, evite se automedicar e, ao aparecerem os primeiros sinais, busque ajuda médica.