O alto Índice de Massa Corporal (IMC) é um indicador 

para redobrar os cuidados com a saúde nesta pandemia


O IMC é uma fórmula usada para calcular se o peso da pessoa é adequado à sua altura. O resultado determinará a existência das condições de sobrepeso ou obesidade.

 

Por que a obesidade requer tanta atenção neste momento?

 

Ela é considerada um fator de risco para diversas doenças, como diabetes, doenças cardiovasculares e complicações pulmonares. Diante disso, em meio à pandemia viral que enfrentamos, surge o questionamento: pessoas com obesidade também apresentam maior risco de se infectarem com o novo coronavírus?

 

 

Obesidade × Covid-19

 

A resposta é sim. A obesidade, como qualquer doença que baixe a imunidade, é considerada um fator de risco nesse caso.

 

Inclusive pode resultar em um desenvolvimento da forma grave da Covid-19, bem como de qualquer outra infecção respiratória ou pneumonia. Isso porque, se contaminado, o corpo da pessoa com obesidade passa a lutar contra os processos inflamatórios do novo coronavírus e também contra a inflamação crônica da obesidade.

 

"Esse estado de inflamação crônica por si só já é um fator que prejudica bastante a imunidade. Além disso, estudos apontam que pessoas com IMC acima de 40kg/m2 podem apresentar prejuízo na resposta imunológica celular (que não é a resposta mediada por anticorpos). Na obesidade, alterações também podem estar relacionadas com mudanças da flora intestinal e com maior risco de desenvolvimento de doenças crônicas", explica o dr. Denis Pajecki, cirurgião gástrico do Hospital 9 de Julho.

Estudos recentes desenvolvidos pela Universidade de Nova Iorque (Estados Unidos) posicionam a obesidade como o maior fator de risco para jovens, mesmo quando não apresentam outro problema de saúde. Além disso, foi comprovado que esses pacientes têm risco maior de internação numa UTI e duas vezes mais probabilidade de serem hospitalizados.

A relevância do Índice de Massa Corporal nos estudos atuais

O IMC pode ser um fator determinante, que define a gravidade do quadro clínico do paciente. Aparentemente, essa interação já havia sido notada anteriormente em outras enfermidades, mas nunca de modo tão severo e significativo.

"De modo geral, quanto maior o IMC, maior a incidência de doenças crônicas como diabetes ou hipertensão e menor a capacidade respiratória do indivíduo. Por essa razão, em uma situação de infecção respiratória, ela tende a se manifestar de forma mais grave", afirma o dr. Denis Pajecki.

 

Os principais cuidados que a pessoa com obesidade precisa ter para se proteger da Covid-19

Os cuidados devem ser os mesmos da população em geral, sobretudo adotar o isolamento social, lavar as mãos com frequência e usar máscara se houver necessidade de sair de casa.

Também é importante cuidar da saúde de modo geral, fato que diminui o risco de o indivíduo adoecer, mesmo se tiver contato com o novo coronavírus. Nesse sentido, manter uma alimentação saudável, ter boas horas de sono todos os dias, ter uma rotina diária de exercícios em casa e evitar o abuso de bebidas alcóolicas são medidas recomendáveis.

Por fim, um empenho em não ganhar peso nesse momento é fundamental. O aumento de peso pode agravar a coexistência de doenças relacionadas com a obesidade, como hipertensão, diabetes ou distúrbios respiratórios.

O cirurgião gástrico do Hospital 9 de Julho conclui: "O ideal é que a pessoa tente perder algum peso, o que ajudaria bastante. Se, por um lado, pode ser difícil seguir uma dieta confinado em casa e tendo que lidar com a ansiedade do momento, por outro, é uma excelente oportunidade para adquirir novos hábitos, sem a correria do dia a dia. Aproveite o período para melhorar a qualidade de vida! Cinco por cento na redução de peso já é suficiente para obter melhora na saúde e diminuir o risco de desenvolver doenças crônicas.".

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