Essa pergunta, ignorada pela maioria das pessoas, só ganha relevância após ocorrer uma queda, um acidente de carro, bicicleta/patinete ou até que um filho sofra uma queimadura com água fervendo, por exemplo.  Ao contrário do que estabelece o senso comum, muitos dos traumas de maior gravidade acontecem dentro de casa ou durante atividades do cotidiano.

Vale explicar um pouco mais: trauma é uma lesão produzida por ação violenta, física ou química, externa ao organismo. Ele pode levar a consequências graves e simultâneas em diversos órgãos. Se não for tratado adequadamente desde o início, pode  causar sequelas e até mesmo a morte em curto período de tempo.

Dentro de casa


Quem tem filhos sabe: mesmo com todo o tipo de prevenção, quedas, queimaduras e muitas outras situações podem ocorrer com um descuido de minutos. Queimaduras, por exemplo, estão entre as principais causas de morte em crianças de um a quatro anos.  Em casos assim, o atendimento rápido e especializado faz toda a diferença. E isso não acontece apenas com os pequenos, todos nós estamos suscetíveis.

Acidentes

Outro exemplo: está cada vez mais acessível o uso de bicicletas e patinetes nos grandes centros urbanos. Batidas entre pedestres ou mesmo com automóveis podem sim levar a um quadro de saúde mais preocupante e complexo. Algo que requer cuidado diferenciado.

Atendimento especializado

Quando há um trauma, o foco do atendimento está em minimizar danos. Assim deve ser com a equipe que faz o atendimento pré-hospitalar ao socorrer o paciente e, consequentemente, com os profissionais que o recebem no hospital. O tratamento, portanto, tem que ser imediato para controle de eventual hemorragia, avaliação do estado geral do organismo para aplicação da intervenção mais indispensável para manutenção da vida. Isso pode significar: fraturas estabilizadas aguardando tratamento até que a vida da pessoa esteja fora de risco; ou prevenção a infecções em um caso de queimadura.

Quer dizer que a equipe de Trauma precisa ser multidisciplinar e, ao mesmo tempo, bastante experiente, pois suas escolhas podem salvar vidas e, ao mesmo tempo, reduzir a possibilidade de sequelas a partir da abordagem terapêutica escolhida. 


Estrutura robusta:

  • Multidisciplinaridade: cirurgiões de trauma, neurocirurgiões, cirurgiões vasculares, ortopedistas estão entre as especialidades indispensáveis;
  • Equipe assistencial: um politraumatizado ou um paciente queimado podem passar dias lutando pela vida. Acompanhar sinais, identificar sintomas de piora precocemente e manter um padrão de assistência de qualidade são parte inegociável da boa resposta ao tratamento;
  • Medicina Diagnóstica: equipamentos modernos como tomografia de alta resolução, ressonância magnética, hemodinâmica e com disponibilidade para os casos emergenciais, além, claro, de uma UTI dedicada e totalmente equipada para as particularidades do atendimento a traumas também fazem toda a diferença.
  • UTI: as Unidades de Terapia Intensiva já são ambientes que oferecem monitoramento contínuo dos pacientes. Uma UTI totalmente dedicada à recuperação de pacientes com algum trauma tem como diferencial a habilidade de manejar instabilidade “multifatorial”.

Por isso, um Centro de Trauma é mais do que um espaço físico, é um conceito de cuidado que envolve o desenvolvimento de protocolos para ser seguido por médicos e enfermagem a partir de uma estrutura muito bem desenhada e equipada. Esclarecemos um pouco sobre o tema? Se ainda tiver dúvidas, deixe sua pergunta em nossas mídias sociais.