O dia dos namorados está aí e aproveitamos para falar sobre a serotonina. Apelidada de “Hormônio do Amor”, a serotonina é um neurotransmissor que atua nas sinapses modulando a forma como recebemos informações em nossas células nervosas.

Sua falta pode ser prejudicial para nosso sistema nervoso, causando patologias como a depressão.

Produção

A serotonina age em todo o corpo, desde os movimentos até as emoções. Sua produção é realizada no sistema nervoso central, mas também em outras áreas do corpo, como na mucosa intestinal.

Funções

Dentre as principais funções da serotonina, destacam-se:

Papel importante na regulação de humor. Com níveis baixos, pode estar associada ao desenvolvimento de transtorno de ansiedade e depressão;

Como precursor da melatonina, ajuda a regular os ciclos de sono-vigília do corpo e o relógio biológico de cada um;

ajuda no relaxamento corporal, calma, concentração e sensação de felicidade;


Em excesso, a serotonina reduz a libido, quando em falta, o hormônio acarreta em um aumento significativo do apetite sexual.

Ela é uma das responsáveis pela sensação de felicidade e bem-estar que sentimos ao estarmos próximos de quem amamos.

Consequências da baixa concentração de serotonina no corpo

A escassez de serotonina no corpo pode desencadear problemas como distúrbios de ansiedade, bipolaridade e depressão.

Dentre os gatilhos da depressão, por exemplo, existem alguns que são bastante comuns na rotina das pessoas, tais como:

Estresse excessivo;

Descontentamento com a rotina (desemprego, trabalho intenso, problemas conjugais);

Episódios traumáticos (seja por experiências pessoais ou pela perda de alguém muito querido);

Uso de certos medicamentos (como corticoides e Isotretinoína para tratamento de acne);

Genética (ainda estuda-se as correlações entre histórico familiar e casos de depressão).

Sintomas

Dentre os sintomas que denotam a baixa concentração de serotonina no organismo estão:

Alterações de memória
Distúrbio de humor (mau humor)

Eles também podem levar aos seguintes sintomas:

Desejo por alimentos doces ou ricos em amido
Dificuldade em dormir
Baixa autoestima
Ansiedade e agressividade.


Dentre os sintomas da alta concentração de serotonina, encontram-se:

Agitação, arrepios, febre e espasmos musculares;
Diarreia;
Sudorese sem exercícios.

Diagnóstico

O exame para medição da serotonina é solicitado pelo médico apenas para eliminar dúvidas quanto à origem de doenças que podem estar relacionadas à alterações do hormônio. 
Geralmente, é realizado um diagnóstico psiquiátrico/psicológico com diversas perguntas, a fim de detectar a atual situação psicológica do paciente e analisar seus comportamentos.

Tratamento

Variam de acordo com a intensidade do caso. O paciente pode ser submetido a tratamento com medicação apropriada.
Os principais medicamentos são os chamados inibidores seletivos da recepção de serotonina, sendo os mais famosos o Escitalopram, Fluoxetina, Sertralina e Paroxetina. Ou, quando o hormônio está em excesso, uso de medicamentos que atenuem o problema e sintomas.


Prevenção

Para evitar distúrbios depressivos e a queda da serotonina no corpo, é recomendado praticar exercícios físicos regularmente, realizar uma alimentação adequada, buscar o convívio social e buscar atividades prazerosas.

Para evitar o excesso do hormônio, o paciente deve evitar o acúmulo de medicações antidepressivas e/ou revisar as doses com seu médico. Vale ressaltar que pessoas que sofrem com produção excedente de serotonina devem evitar ao máximo o uso de drogas, dado que a maioria delas estimula a produção do hormônio. 


Neste dia dos namorados, desejamos que todos estejam felizes e, claro, com os níveis de serotonina regulados!