​Segundo dados do IBGE (Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística), a expectativa de vida da população brasileira vem aumentando, chegando a 79 anos. Com o aumento do número de idosos, surge um grande desafio: como envelhecer com saúde?

O exercício não só ajuda a prevenir as quedas e o surgimento de muitas doenças, como também contribui para curar ou aliviar outras, melhorando nossa qualidade de vida.

Dr. Marcelo Levites, coordenador do Centro de Longevidade do Hospital 9 de Julho, alerta que a falta de exercício físico é prejudicial para o bem-estar do idoso, pois pode levar à sarcopenia, que é a falta de força causada pelo sedentarismo. Embora não seja exclusiva dos mais velhos, a sarcopenia impacta muito mais essa faixa da população, pois ela piora também a mobilidade, aumentando o risco de quedas e de acidentes domésticos.

“Essa perda de massa muscular ocorre naturalmente, porém, a partir dos cinquenta anos ela se acentua, principalmente nos membros inferiores”, explica. Por isso, o acompanhamento médico é fundamental, pois, só assim, é possível usufruir de todos os benefícios trazido pelas atividades.

Porém, antes de iniciar as atividades, é necessário visitar um médico, pois só o especialista pode apontar os fatores que são responsáveis pela falta de força, além de identificar possíveis déficits hormonais e de vitaminas para dar mais disposição e prevenir quedas ou fraturas.

Como ser mais ativo


Para os idosos sedentários, uma simples mudança de hábitos já é suficiente para obter melhoras. Atitudes simples, como passear pelo bairro ou subir um lance de escadas já apresentam resultados importantes.  

Já os exercícios mais indicados para essa faixa etária são a caminhada, a hidroginástica e o pilates, pois não têm impacto, são seguros e trabalham todos os músculos do corpo, principalmente os inferiores, que são os que mais sofrem com a sarcopenia.

“Os benefícios das atividades físicas para idosos são muitos. Além do ganho de massa muscular, o metabolismo fica mais ágil, os processos inflamatórios diminuem e também é possível ver uma melhora dos aspectos cognitivos”, finaliza o Dr. Levites.