​Informação pode fazer a diferença e até salvar vidas, especialmente em doenças complexas e de difícil diagnóstico como o Câncer de Pâncreas. Ele é um dos menos incidentes - representa apenas 2% dos casos da doença por ano - mas é responsável por 4% das mortes por câncer no Brasil, segundo o Instituto Nacional de Câncer (Inca),  o que o coloca na categoria de alta letalidade. Apesar dos números um pouco assustadores, o avanço da medicina mostra resultados satisfatórios em alguns tratamentos contra este câncer, tema do nosso post. 

Detecção precoce e prevenção

As estatísticas mostram que, por ser um câncer agressivo e difícil de ser detectado em estágio inicial, seu tratamento se torna um pouco mais complexo. Por isso, o acompanhamento médico frequente - com a realização de exames preventivos - pode salvar ser decisivo, uma vez que propicia a detecção precoce da doença.

Embora pouco se saiba sobre prevenção do câncer, ter hábitos saudáveis como não fumar, manter uma rotina de exercícios físicos, controlar o peso para evitar a obesidade e fazer acompanhamento médico regularmente são medidas importantes para reduzir o risco da doença.

Mundialmente, o Câncer de Pâncreas é o 11º tipo mais comum na população. 

Tratamentos

Uma das opções de tratamento é a cirurgia. Há cerca de dois anos, o Hospital 9 de Julho incorporou a tecnologia de cirurgia robótica para tratamento de tumores no pâncreas. A técnica oferece mais segurança ao paciente, ao proporcionar maior precisão para o médico, que opera de um console. Além disso, o campo cirúrgico é visualizado em alta definição e em três dimensões preservando melhor órgãos e estruturas delicadas, uma vez que o pâncreas é um órgão vital e que está localizado em uma região muito próxima a outros como o fígado, por exemplo. A robótica eliminou muitas das limitações técnicas antes resultantes da outra forma de cirurgia minimamente invasiva, a videolaparoscopia.

O pós-operatório também se mostra como um diferencial, uma vez que o paciente tem menor risco de infecção, dor e sangramento, além de menor tempo de internação hospitalar, porque o acesso ao local a ser tratado, no caso, o pâncreas, é minimamente invasivo.

Depois da cirurgia

Os tratamentos pós-cirúrgicos também têm avançado. Um exemplo é a quimioterapia adjuvante, feita após a cirurgia de retirada do tumor para destruir as possíveis células cancerígenas remanescentes, o que possibilita melhora de sobrevida aos pacientes. Ao utilizar uma combinação de tratamentos, os médicos têm conseguido obter resultados de longo prazo melhores, com taxa de recidiva menor.
 
Outra forma promissora de tratamento que está em ampla investigação são as terapias-alvo que, diferentemente da quimioterapia, reúnem um grupo de medicamentos que atacam alvos específicos das células tumorais, como receptores celulares. Na prática são medicamentos que bloqueiam a reprodução do tumor ao se ligar a estruturas (alvos) específicos das células tumorais, bloqueando sua multiplicação.