O tratamento da leucemia é delicado e sua definição exige um estudo caso a caso. Entre as possibilidades estão a quimioterapia e o Transplante de Medula Óssea, mas qual é melhor?

A identificação de qual gene está alterado, causando a doença, é extremamente importante para a escolha do tratamento mais adequado. É aí que entra a análise molecular.

Pacientes com leucemia mieloide tem alterações em alguns genes, como o FLT3 e o CEBPA. Quando o exame genético indica alteração no FLT3 há indicação de Transplante de Medula Óssea, então é iniciada a pesquisa entre os familiares para identificar um possível doador.

Nos Estados Unidos são detectados 2,2 casos a cada 100 mil habitantes até 55 anos. Já entre os habitantes acima de 75 anos são 15 casos para cada 100 mil.

Já a alteração no CEBPA tem um prognóstico melhor e não necessariamente o paciente precisará do transplante.

A doença

A leucemia mieloide é o acúmulo de células jovens anormais na medula óssea. Elas substituem as células normais e afetam a produção de células sanguíneas. Com o tempo, esse acúmulo leva a falência medular.

A doença atinge principalmente adultos, acima de 65 anos. Nos Estados Unidos são detectados 2,2 casos a cada 100 mil habitantes até 55 anos. Já entre os habitantes acima de 75 anos são 15 casos para cada 100 mil.

Com isso, a expectativa é que aumente o número de casos nos próximos anos devido ao envelhecimento da população.

Sintomas e diagnóstico

Entre os sintomas mais comuns da leucemia mieloide estão:

  • anemia;
  • palidez;
  • manchas hemorrágicas;
  • e sangramento gengivar espontâneo.

O diagnóstico é feito a partir de um exame chamado mielograma. Ele analisa o acúmulo das células jovens na medula.

Tratamento

O tratamento mais adequado, como dito anteriormente, varia de acordo com o paciente e a alteração de gene que ele possui. No entanto, independentemente disso, é sempre necessário que o paciente seja acompanhado de uma equipe multidisciplinar que inclui médicos, enfermeiros, fisioterapeutas, nutricionistas e psicólogos.

O paciente precisa ser visto como um todo. Não são raros os casos que eles entram em depressão e deixam de se alimentar, por exemplo. Com isso, psicólogos e nutricionistas têm papel fundamental.

Não existe prevenção para a leucemia mieloide, porém, que bons hábitos alimentares, prática de atividades físicas e o combate ao tabagismo ajudam a levar uma vida mais saudável e sem doenças.

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