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Doença de Addison: conheça condição rara e principais sintomas

Conheça os principais sintomas

​​Você já ouviu falar da doença de Addison? Também conhecida como insuficiência adrenal primária, essa patologia ocorre quando as glândulas suprarrenais, localizadas um pouco acima dos rins, não conseguem produzir de forma suficiente seus hormônios. A síndrome recebeu esse nome por ter sido descrita pelo médico Thomas Addison, em 1855. 

A seguir, a Dra. Marilena Nakaguma, endocrinologista do Hospital Nove de Julho, explica as características da enfermidade. Saiba mais. 

O que é doença de Addison? 

A doença de Addison ocorre quando a glândula adrenal ou a suprarrenal, que ficam logo acima dos rins, não produzem, de forma adequada, os hormônios cortisol e aldosterona, que têm a função de controlar a pressão arterial e o estresse e diminuir inflamações. A insuficiência desses hormônios no organismo pode causar hipotensão (pressão baixa ou tontura ao se levantar), sensação de cansaço e fraqueza. Ela pode ser provocada por reação autoimune, infecção, câncer ou outra doença.

Sintomas e manifestações

Entre os sintomas da doença de Addison, que ocorrem de acordo com a diminuição dos níveis hormonais, os mais comuns e que podem ser confundidos com outras doenças por não serem específicos são:

  • Desidratação;

  • Dor no abdome;

  • Anorexia;

  • Dores musculares;

  • Perda de apetite;

  • Cansaço;

  • Fraqueza;

  • Náuseas e vômitos;

  • Emagrecimento;

  • Manchas na pele, nas gengivas e nas dobras;

  • Hipotensão postural, tontura ao se levantar.

Fisiopatologia da doença

A doença de Addison ou insuficiência adrenal primária ocorre quando há a destruição de mais de 90% do córtex adrenal, levando à deficiência de glicocorticoides (principalmente o cortisol), mineralocorticoides (principalmente a aldosterona) e andrógenos. O cortisol é um hormônio envolvido nas respostas inflamatórias em situações como infecções, trauma ou procedimentos cirúrgicos, além de contribuir para o funcionamento do sistema imune e da apoptose (morte celular). Já a queda da aldosterona leva ao aumento da retenção de potássio e à perda renal de sódio e, consequentemente, à redução do débito cardíaco e queda da pressão arterial. Dependendo da velocidade com que ocorre a destruição do córtex adrenal, a manifestação da doença pode se dar de forma aguda (rápida), durante o uso de algumas medicações, hemorragias etc., ou crônica (instalação lenta), como no caso da adrenalite autoimune ou de doenças infecciosas de progressão lenta, como a tuberculose.

O que causa a doença de Addison?

Embora seja uma condição rara, pode acontecer tanto em homens como em mulheres, em qualquer idade, no entanto, é mais comum entre 30 e 50 anos. Existem inúmeras causas e, entre elas, podemos citar a doença autoimune, causas infecciosas, hemorragias, uso de alguns medicamentos, tumores e doenças genéticas. 

Conforme explicação da Dra. Marilena Nakaguma: “A complicação mais temida da doença de Addison é a crise adrenal, que ocorre em pacientes com insuficiência adrenal ainda sem diagnóstico ou naqueles que não foram orientados em relação ao ajuste de dose necessário em vigência de situações de estresse. Nesses casos, o paciente apresenta um quadro grave, com queda acentuada da pressão arterial, aumento da frequência cardíaca e desidratação grave, assim, se faz necessário atendimento médico em serviço de urgência para administração de medicação endovenosa." 

Diagnóstico: como descobrir a doença?

A suspeita da condição deve ser feita por meio da avaliação do conjunto de sintomas relatados pelo paciente. O diagnóstico envolve avaliação clínica com equipe médica, coleta de exames laboratoriais e dosagens hormonais que comprovem a existência da doença. 

Em alguns casos, a investigação deve prosseguir com a realização de exames de imagem (como tomografia ou ressonância magnética) para determinar sua causa. “Infelizmente, muitas vezes, o diagnóstico da doença de Addison é realizado tardiamente, sobretudo quando a instalação dos indícios ocorre de forma lenta, o que dificulta a identificação por meio de sintomas em estágio inicial", explica a Dra. Marilena Nakaguma.  

A médica destaca ainda que, quando a causa é reversível, a doença pode ser curada, como no caso da suspensão da medicação que levou à insuficiência adrenal ou então no tratamento adequado das origens infecciosas. 

Quem cuida da doença de Addison?

O especialista para o tratamento da doença de Addison é o endocrinologista e metabologista.

Como deve ser a alimentação de alguém com doença de Addison?

Não existe uma alimentação específica recomendada para pacientes com a condição, mas é sempre importante assegurar um aporte adequado de vitaminas e minerais. 

O Hospital Nove de Julho conta com a Unidade de Doenças Raras e da Imunidade e oferece um serviço especializado, completo e multiprofissional para diagnóstico, acompanhamento e tratamento desses pacientes, desde a entrada no hospital até o atendimento pós-alta. 

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