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Bursite: o que é e o que fazer quando identificar sintomas?

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​​​​É comum, em certos momentos da vida, sentir dor em determinadas partes do corpo: nos ombros, nos braços, no quadril…. Algumas vezes, essas dores podem ser provocadas por uma bursite – inflamação ou irritação que acontece na bursa, pequena bolsa que fica entre os ossos e as articulações. Como está localizada perto dessas estruturas, pode ser confundida com outros problemas de articulação, como a artrite, por exemplo. O Dr. Wander Ama, ortopedista do Hospital Nove de Julho, explica quais são os sintomas e como tratar a condição. Confira!

 O que é bursite?

De acordo com o Dr. Wander Ama: “A bursite é caracterizada pela inflamação da bursa (ou bolsa sinovial), pequena bolsa com líquido sinovial que se localiza nos pontos de atrito entre músculos e tendões com os ossos. A função das bursas é reduzir esse atrito, que acontece quando essas superfícies estão em movimento. Essa inflamação provoca dor e dificuldade de realizar alguns tipos de movimento. Tal condição pode ser aguda ou crônica e ocorre, normalmente, nos ombros, cotovelos, quadris, joelhos, calcanhares e em outras articulações", explica.

 Sintomas e tipos de bursite

As bursites e tendinites normalmente são condições temporárias, no entanto, podem se tornar crônicas, mas não causam deformidade, como é o caso da artrite, por exemplo.  Entre os sintomas mais comuns da bursite estão:

  • Inchaço local;

  • Rigidez e dor que se agravam com o movimento;

  • Dor intensa, sobretudo à noite. 

Bursite no ombro

A bursite no ombro (bursite subacromial) é a inflamação das bursas que ficam ao redor da articulação e dos tendões dos rotadores. Essa é uma das mais frequentes causas de dor nessa articulação e pode afetar os ombros direito e esquerdo, além de ocorrer de forma aguda ou evoluir para um caso crônico. 

Segundo o médico, a bursite no ombro é uma inflação da bolsa que reveste a proeminência óssea, que fica numa região que se chama subacromial (embaixo do acrômio). Ela fica interposta entre a cabeça do úmero e o acrômio. Existem outras estruturas importantes nessa região, entre elas o manguito rotador, caracterizado por quatro tendões principais que fazem os movimentos do ombro: supraespinal, infraespinal, subescapular e redondo menor. 

Mas o que é característico desse tipo de bursite é que ela fica interposta entre dois ossos: a cabeça do úmero e o acrômio, e quando ocorre um processo inflamatório nessa região, afeta a musculatura dos tendões do manguito e os quatros tendões. Com isso, a amplitude de movimento local é reduzida, provocando:

  • Dor noturna – é muito comum; o paciente, às vezes, tem dor durante o dia, mas piora à noite pelo posicionamento do ombro, pois, com o relaxamento da musculatura do manguito, a cabeça do úmero se aproxima do acrômio e acaba incomodando mais a bursa;​

  • Perda de força da região afetada – o membro superior como um todo perde força, principalmente para realizar o movimento de elevação – por exemplo, colocar uma toalha no boxe ou no varal ou levantar o braço e pegar algo muito leve, como uma folha de papel na prateleira, já é o suficiente para o portador da condição sentir dor.

Bursite no quadril

A bursite no quadril (bursite trocantérica) é uma inflamação que afeta a parte lateral da coxa e, em muitos casos, a dor irradia para as nádegas e o joelho. Ela apresenta, em grande parte dos casos, causa desconhecida e atinge mais as mulheres do que os homens.

Bursite tem cura?

Sim. O Dr. Wander Ama explica que é um processo inflamatório, então, quando há a melhora da inflamação da bursa, as chances de se obter a cura são grandes. São muitas as possibilidades de tratamento propostas, medicamentosas ou de reabilitação, como fisioterapia e acupuntura, além da terapia de onda de choque, que inibe a inflamação. Existem várias opções de terapia que podem ser utilizadas para reduzir ou mesmo eliminar a inflamação da bursa e, com isso, alcançar a cura. ​

A recorrência da bursite é frequente? Ela pode ser curada e, depois de um tempo, voltar? “Pode acontecer, sim, principalmente se não for mudada a biomecânica que envolve aquela região. Então, se a pessoa continua fazendo algo que vai provocar a inflamação da bursa, é muito comum ter recorrência. Isso não quer dizer que não teve cura. Curou e voltou pela mesma atitude e biomecânica dessa articulação."

Como é o diagnóstico e o tratamento da bursite? 

O diagnóstico da condição é feito por meio de avaliação clínica e exames de imagem, como ultrassonografia ou ressonância magnética, para visualização da inflamação. Porque quando existe bursite, é possível ter outras estruturas anatômicas próximas machucadas ou lesionadas. Um exemplo típico desse fato é o ombro, que é preciso ser avaliado para saber se não há lesão do manguito rotador. Pode ser indicada também a aspiração, em caso de suspeita de hemorragia por causa de trauma, uso de anticoagulantes, infecção ou bursite provocada pelo acúmulo de cristais. 

A suspeita de bursite​ superficial ocorre em pacientes com sinais de inflamação na bursa ou com edemas. Já o caso profundo acomete pessoas que apresentam dor sem explicação e que piora ao se movimentarem, em regiões típicas para o surgimento da bursite.

Segundo o médico, o tratamento é dividido em algumas fases, que incluem repouso, aplicação de gelo e uso de medicamentos para inflamação e dor. De acordo com a recuperação de cada paciente, esses procedimentos, normalmente, resolvem, mas há outros casos extremos em que são necessárias outras estratégias. ​

“Em casos de a bursite ser do tipo infeccioso, o médico poderá receitar antibióticos. Além disso, a fisioterapia pode ser recomendada, seja para aliviar a pressão na área afetada, seja para fortalecer os músculos ao redor do local inflamado e prevenir que o problema aconteça novamente. É possível que o médico opte também pelas infiltrações com corticosteroide. Nesse caso, as injeções são feitas diretamente na bursa e costumam dar alívio imediato ao paciente", explica.​ 

Além disso, para situações nas quais os tratamentos citados não tenham a eficácia esperada, para diminuir as dores do paciente, o médico pode ainda indicar processos cirúrgicos, como a punção, com o objetivo de esvaziar o líquido da bursa, ou uma cirurgia para remover a bursa. Existe também a possibilidade de realização de artroscopia, que é uma cirurgia por vídeo, na qual são feitos furinhos e uma bursectomia – retirada da bursa para avaliação das outras estruturas anatômicas próximas daquela região – é feita. Outra possibilidade, em último estágio, é a acromioplastia, procedimento que libera o espaço subacromial.

O especialista reforça ainda que “a bursite é uma complicação relativamente simples de resolver, e procurar um ortopedista pode solucionar a questão o quanto antes, para que a pessoa volte rapidamente às suas atividades".

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