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60+: saiba como manter a qualidade de vida mesmo com doenças comuns nessa idade

Muitas vezes a idade é apenas um número, mas o fato é que, a partir dos 65 anos, os riscos de desenvolver certas patologias aumentam consideravelmente

O número de idosos está aumentando gradativamente em todo o mundo graças à melhoria das condições de vida, à boa nutrição, à profilaxia e ao tratamento de doenças (por meio de vacinações, terapias medicamentosas mais eficientes e intervenções cirúrgicas menos invasivas) ocorridos nas últimas décadas. Devemos olhar para o envelhecimento como uma realidade inevitável, porém modificável, no que diz respeito à prevenção de doenças e complicações que, por vezes, são quase características dessa fase da vida.

“O envelhecimento é um processo biológico que transcende o aspecto genético, e quem busca uma melhor qualidade de vida na fase dos 60+ deve saber que isso depende de diversos fatores, entre eles os bons hábitos de vida (que interferem na longevidade e no bem-estar) e o suporte de um bom geriatra e de uma equipe multiprofissional", destaca Thalita Serafim Guerreiro de Castro, enfermeira referência da Unidade do Idoso Frágil, do H9J.

Explicamos as 5 principais patologias que devem ser rotineiramente consideradas na avaliação de um idoso

1.      Doenças cardiovasculares

As doenças cardiovasculares são causa significativa de morbidade e mortalidade com o avançar da idade. Isso porque o próprio processo de envelhecimento por si só já provoca mudanças profundas no coração, de forma que os pacientes idosos costumam ter alterações na função cardíaca. Esse tipo de comorbidade pode se manifestar por meio de forte dor torácica, chiado ao respirar, sensação constante de falta de ar, palpitações e fraqueza extrema.

2.      Hipertensão arterial

Conhecida como “pressão alta", essa doença é um fator de risco importante para o desenvolvimento de AVC (acidente vascular cerebral), infarto do miocárdio, aneurisma arterial ou insuficiência renal e cardíaca. A incidência de hipertensão arterial aumenta aos poucos com a idade, mesmo nos idosos considerados saudáveis, uma vez que há um progressivo “endurecimento" da árvore arterial, que corresponde a um aumento da pressão arterial sistólica.

3.      Incontinência urinária

A incontinência urinária é uma das doenças mais comuns nos mais velhos e pode prejudicar seriamente os hábitos normais de vida dos idosos e de suas famílias. Caracterizado pela perda involuntária de urina, esse distúrbio ocorre quando o fechamento do colo da bexiga é insuficiente ou os músculos ao redor da bexiga estão hiperativos e contraem involuntária e repentinamente. O processo de envelhecimento causa enfraquecimento geral dos músculos do esfíncter uretral e diminuição da capacidade da bexiga.

4.      Diabetes

Entre os idosos, a forma mais comum é o diabetes tipo 2, causado por uma combinação de fatores que incluem estilo de vida (hábitos alimentares pouco saudáveis, sedentarismo e obesidade), endocrinopatias (doenças oriundas de processos patológicos ou distúrbios no funcionamento das glândulas endócrinas) e o envelhecimento em si.

Na falta do tratamento adequado, essa doença pode resultar em problemas oculares, respiratórios, renais, neuropáticos, cardiovasculares e cerebrais, que podem comprometer seriamente as condições gerais de saúde e qualidade de vida, principalmente dos pacientes da terceira idade.

5.      Osteoporose

A osteoporose é a diminuição da densidade óssea associada à redução da resistência dos ossos. Essa deterioração do tecido ósseo é perigosa porque expõe o paciente a maior risco de fraturas após eventos traumáticos. Um diagnóstico precoce pode fazer toda a diferença nesse quadro.

Exames recomendados após os 60 anos

Converse com seu médico sobre quais exames de rastreamento você deve fazer e quando. Tudo dependerá do seu estado de saúde, claro, mas a maioria das pessoas com 60 anos ou mais deve se atentar à lista abaixo, focando sempre na qualidade de vida:

  • avaliação de risco de doença cardíaca;

  • verificação da pressão arterial;

  • exame de colonoscopia;

  • mamografia;

  • teste de glicose no sangue;

  • teste de rastreamento cervical;

  • verificação do colesterol e dos lipídios;

  • avaliação de risco de osteoporose;

  • check-up dentário;

  • teste de audição;

  • exame de vista;

  • além desses, fazer exames regulares para avaliar os riscos de câncer de pele.

Você conhece o Espaço Viva Seguro do H9J?

No Hospital 9 de Julho, temos uma unidade específica para o atendimento da população idosa, com foco no cuidado, na assistência integral e na educação com autonomia, visando diminuir o tempo de internação e orientar familiares e cuidadores sobre a doença e sobre os cuidados indispensáveis, desde o início da internação até a desospitalização do idoso. O nome desse projeto é Espaço Viva Seguro e nele são realizados treinos vivenciais, com o envolvimento dos idosos e de seus cuidadores, para possibilitar um retorno ao lar com maior segurança e preparo.

“O Espaço Viva Seguro é um ambiente que simula uma casa, onde o paciente, o familiar e o cuidador recebem informações necessárias para a adaptação do espaço e os cuidados para a realização das atividades diárias. Na ocasião, são feitos treinos vivenciais das principais atividades diárias básicas. Trata-se de um espaço que replica uma casa real, com dormitório, banheiro e cozinha, em que orientamos os pacientes, seus familiares e cuidadores sobre os cuidados e as adaptações que devem ser realizadas em casa para promover a segurança do idoso", explica Thalita Serafim, enfermeira referência da Unidade do Idoso Frágil do H9J.

Dicas para uma terceira idade com mais qualidade

A enfermeira, que lida com questões referentes à saúde e ao bem-estar do idoso no dia a dia, deixa algumas dicas valiosas para estimular positivamente a mente e o corpo nessa fase da vida:

mantenha sua autonomia ao realizar as atividades da vida diária;

movimente-se – vale se balançar, caminhar, fazer ginástica, dançar, praticar esportes em geral;

foco no social – mantenha contato com pessoas, receba os amigos e saia para socializar;

exercite as habilidades cognitivas por meio de jogos de memória; ditados; praticar a escrita (escrever ou copiar receitas, escrever cartas); ler livros; assistir a filmes; promover a estimulação sensorial (tato, paladar, visão audição);

não esqueça as atividades espirituais – vá à missa ou ao culto; reze; ore; medite; assista à missa pela TV;

estimule a criatividade fazendo trabalhos manuais (artesanato, argila, pintura, costura, crochê, tricô);

se puder e quiser continuar trabalhando, saiba que as atividades laborais também podem fazer a diferença nesse processo.

Orientações importantes para os familiares de um idoso

Thalita Serafim destaca a importância de se atentar para alguns detalhes da comunicação com o idoso: ouça-o com atenção; se necessário, repita a mensagem e não demonstre impaciência; adapte seu vocabulário (sem usar gírias, por exemplo); faça afirmações resumindo as declarações do falante; evite fazer correções; fale devagar e use palavras ou construções simples; não espere resposta rápida e dê tempo à pessoa para processar a informação (sobretudo idosos portadores de demência); ao falar, fique na frente da pessoa, em seu campo visual; use o humor, porém de maneira apropriada; ria com o idoso, e não do idoso; se a mensagem não for compreendida, tente falar de outra maneira.

Outro ponto destacável pela profissional de saúde é o risco de quedas dentro de casa. “Essa é a causa mais comum de acidentes e está entre os principais motivos de incapacidade, invalidez e até morte de idosos", alerta a enfermeira. Ela pontua as principais alterações ambientais necessárias para se evitarem as quedas: usar vasos sanitários mais altos e com barras de apoio laterais; utilizar tapetes antiderrapantes no banheiro e na cozinha; retirar os fios soltos e os objetos espalhados no chão; nunca deixar um piso escorregadio; colocar antiderrapantes e corrimãos nos dois lados de escadas e rampas; manter boa iluminação em todos os ambientes (o idoso deve ter sempre um interruptor de luz ou abajur ao lado da cama); só dê ao idoso as medicações prescritas pelo médico e tenha certeza de que esse especialista sabe todos os remédios que o idoso usa.

A enfermeira referência da Unidade do Idoso Frágil ressalta: “Nunca tome remédio por conta própria ou por indicação de um vizinho, parente ou amigo. Em caso de dúvida, o cuidador ou familiar não deve ter vergonha de buscar a orientação do médico.".

Por fim, Thalita chama atenção para o fato de que, muitas vezes, o idoso apresenta resistência por considerar que alguns sintomas merecem cuidados especializados. Por isso, familiares, amigos e cuidadores podem desempenhar um papel estratégico para recomendar o acompanhamento de um médico geriatra.


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