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ASCO 2021: Tumores Gastrointestinais

O Dr. Felipe Moraes destaca os principais estudos sobre tumores gastrointestinais apresentados no congresso

​​​O Dr. Felipe Moares traz as novidades sobre tratamento dos tumores gastrointestinais apresentados no ASCO 2021. Confira:

Camrelizumabe: uma nova arma no tratamento do câncer de esôfago

Estudo em população oriental, fase III, o ESCORT-1 randomizou 596 pacientes com CEC de esôfago metastático para quimioterapia com cisplatina com paclitaxel + placebo ou cisplatina com paclitaxel + camrelizumabe. A incorporação de imunoterapia ao esquema de tratamento em primeira linha resultou em ganho de sobrevida global de cerca de 03meses (15,3m vs 12,0m, HR=0,70. P=0,001). Houve ganho em PFS (6,9m vs 5,6m, HR=0,56. P<0,001). Não houve acréscimo significativo de toxicidades graves.

Imunoterapia isolada ou em combinação com quimioterapia no tratamento do câncer de esôfago?

O estudo fase III CheckMate 648 randomizou 970 pacientes com câncer de esôfago do tipo CEC para 03 braços: nivolumabe com quimioterapia (CDDP+5FU), nivolumabe + ipilimumabe ou quimioterapia isolada (CDDP+5FU). Os pacientes foram estratificados quanto à expressão de PDL1. Os resultados mais robustos ficaram por conta do ganho de sobrevida global (15,4m x 9,1m, HR = 0,54. P < 0,0001) e PFS (6,9m x 4,4m, HR = 0,65. P = 0,0023) na comparação entre a combinação imuno+quimioterapia vs quimioterapia nos pacientes PDL1 > ou igual a 1%. No entanto, o estudo é positivo na população global também.

A hora e a vez da imunoterapia no câncer de estômago

O estudo fase III CheckMate 649 apresentou dados de positivos de sobrevida global e PFS na comparação de resultados de tratamento de quimioterapia com imunoterapia (Nivolumabe) com quimioterapia isolada (XELOX ou FOLFOX) em primeira linha para o tratamento de câncer gástrico e de esôfago distal. O ganho de sobrevida global foi da ordem de 02 meses na população geral, independentemente da expressão de PD-L1, 13,8 meses contra 11,6 meses (HR = 0,80. P = 0,002). O benefício é mais evidente na população com PD-L1 CPS > ou igual a 5.

Quimioterapia isolada ou com radioterapia qual a melhor estratégia junto à cirurgia no câncer de esôfago?

O estudo de não inferioridade Neo-aegis buscou responder qual a melhor estratégia neoadjuvante no tratamento do adenocarcinoma de esôfago ou de junção esôfago gástrica. O estudo comparou o esquema CROSS (RDT + paclitaxel + Carboplatina) com quimioterapia perioperatória com quimioterapia nos moldes do MAGIC trial ou do esquema FLOT. A maior parte dos pacientes não recebeu FLOT (27 de 184 pacientes no braço quimioterapia). O estudo não mostrou diferenças em sobrevida global com HR 1,02 (0,74 – 1,42), embora maior taxa de ressecção R0 no braço QRDT. 

Ainda no tratamento do câncer de esôfago, o estudo CheckMate 577 demonstrou benefício da adição de nivolumabe (12meses) pós QRDT+Cirurgia naqueles pacientes com doença residual na patologia. Ganho de DFS (22,4m vs 11m, HR=0,69. P= 0,003).

Câncer de fígado: novos tratamentos, velhos problemas

Foram apresentados dados do estudo FOHAIC-1 comparando a estratégia de FOLFOX em aplicação hepática intra-arterial contra sorafenibe na primeira linha de tratamento de HCC com alta carga de doença hepática. Houve ganho de sobrevida global de cerca de 05meses (13,9m x 8,2m). Levando em consideração os avanços recentes no tratamento sistêmico do HCC em primeira linha, não é um estudo que modifica a prática, mas de certa forma valida estratégias de QT intra-arterial como um recurso factível nesse contexto.

Começando com o pé direito: qual o melhor primeiro tratamento no câncer de intestino?

Foram apresentados dados amadurecidos de sobrevida global do estudo Keynote-177, que comparou pembrolizumabe com quimioterapia em primeira linha para pacientes com câncer de cólon com instabilidade de microssatélites. Embora negativo estatisticamente para ganho de OS - HR 0,74 (0,53-1,03), pembrolizumabe permanece como primeira opção para esses pacientes por melhor taxa de resposta e PFS, maior qualidade de vida e menor toxicidade. 

O estudo fase II JACCRO CC-13 comparou os resultados de FOLFOXIRI + bevacizumabe contra FOLFOXIRI + cetuximabe em pacientes EGFR selvagem. Não houve diferenças significativas em taxa de resposta. Pacientes com câncer de colón direito não tiveram benefício do acréscimo de anti-EGFR. Estão pendentes dados de OS e PFS. 

Para pacientes com mutação do BRAF o esquema FOLFOXIRI + bevacizumabe permanece como padrão em relação ao triplet com cetuximabe com base nos dados do estudo FIRE 4,5.

Quimioterapia no câncer de intestino: menos pode ser mais?

As terapias de manutenção em câncer de cólon metastático são temas recorrentes na discussão entre especialistas. Nesse cenário, na ASCO 2021 foram apresentados dados dos estudos PANAMA (panitumumabe+5FU x 5FU na manutenção) e FOCUS4-N (capecitabina de ​manutenção). Os resultados confirmaram a prática atual, mostrando ganhos de PFS sem acréscimo em sobrevida global.

2021 – Novas drogas para o tratamento de câncer de intestino

O estudo fase II DESTINY-CRC1 mostrou impressionantes resultados com taxa de resposta da ordem de 45,3% em pacientes de câncer de intestino com hiper expressão do HER2 em terceira linha de tratamento. Apesar das preocupações com toxicidade pulmonar (com 3,5% de toxicidade G5), deruxtecan trastuzumabe deve ser futuramente incorporado ao rol de tratamentos para câncer de cólon HER2 hiperexpresso.​

Vídeos

O Dr. Felipe comenta o que foi abordado sobre câncer de pâncreas, com as novidades sobre os tratamentos.​ Confira nos vídeos abaixo:

 


No vídeo abaixo, confira as novidades nos recursos terapêuticos, na sessão que contou com a participação de especialistas de vários continentes.​


 



Dr. Felipe comenta sobre os conteúdos abordados pelo painel de especialistas​. Confira!

 

Em continuidade da cobertura da ASCO 2021, o Dr. Felipe Moraes fala sobre as novidades do tratamento com Camrelizumabe no câncer de esôfago. Confira no vídeo abaixo!

 



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