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TOC: é preciso perder o medo e procurar ajuda

​​​​​​Lavar as mãos durante horas todos os dias por pavor constante de se contaminar com objetos sujos. Ter “rituais” pessoais antes de sair de casa que envolvem a verificação repetitiva e demorada de desligamento dos bicos de gás e checagem das fechaduras de janelas e portas. Sinais como esses podem ser indicativos de que a pessoa sofre de Transtorno Obsessivo Compulsivo (TOC): essa doença leva a pessoa a se tornar refém de pensamentos e comportamentos que se repetem de forma exagerada e que ela não consegue evitar. 

A enfermidade atinge tanto homens como mulheres e costuma ter seus primeiros sintomas entre o final da adolescência e início da vida adulta. Quando não é tratada, pode tornar a pessoa incapaz de seguir normalmente sua rotina na vida pessoal, no trabalho e na escola.

Embora as causas do TOC ainda não estejam bem determinadas, muitos estudos sugerem que o transtorno tenha relação com fatores neurobiológicos e influências do ambiente em que a pessoa vive. Segundo a Associação Brasileira de Síndrome de Tourette, Tiques e Transtorno Obsessivo Compulsivo (Astoc), pessoas que desenvolvem TOC aparentam ter uma predisposição biológica maior para manifestar pensamentos intrusivos e desagradáveis que causam ansiedade e estresse. 

Entre as principais características do TOC estão os pensamentos ou impulsos obsessivos como, por exemplo, o medo infundado de uma mãe que teme machucar o próprio filho. Como forma de aliviar essas obsessões é que surgem os comportamentos compulsivos. Um exemplo: se uma pessoa com TOC tem pavor de que a casa fique desarrumada, terá o comportamento compulsivo de arrumação chegando ao ponto de verificar repetidamente se os objetos estão perfeitamente alinhados e arrumados de forma simétrica. O comportamento compulsivo traz alívio ao paciente, mas apenas de forma temporária e logo ele manifesta novamente a ansiedade. 

Muitos pacientes com TOC têm consciência do seu problema, mas geralmente têm também vergonha de expressá-lo e de procurar ajuda. O problema é que quanto mais tarde os hábitos obsessivos-compulsivos são tratados, mais podem se “solidificar” na personalidade, tornando-se muito difíceis de mudar. 

O tratamento da doença geralmente inclui medicamentos para aliviar os sintomas, como os antidepressivos. Terapia comportamental também deve ser conduzida para ajudar o paciente a reconhecer sua doença e saber lidar com ela.

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