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Terror noturno atinge crianças de até 7 anos

​​​No meio da noite, a criança grita e chora. Abre os olhos como se estivesse acordada e pode se movimentar ou caminhar, muitas vezes com ar de assustada. O "pânico" dura de poucos segundos a alguns minutos e pode se repetir na mesma noite. Na manhã seguinte, o paciente não se recorda de nada. Sintomas como esses são característicos de um distúrbio do sono conhecido como Terror Noturno. 



Taquicardia, suor excessivo e respiração ofegante são outros sinais da enfermidade, que acomete principalmente crianças até os 7 anos de idade. O Terror Noturno não tem causas ainda conhecidas, mas alguns estudos apontam que pode estar relacionado com distúrbios no desenvolvimento do sistema nervoso central. Também se acredita que os pacientes com essa enfermidade tenham predisposição genética a ela, embora nem sempre associada a fatores hereditários.

O que acontece no cérebro durante o episódio do terror noturno é que parte do órgão permanece em estado de sono profundo enquanto outras áreas despertam. A recomendação para os pais é de não acordar a criança durante a crise. O que eles devem fazer é apenas tentar acalmá-las e ficar atentos para que não se machuquem caso se movimentarem. Reforçar a segurança em janelas e escadas é importante para quem tem crianças com o distúrbio.

Para evitar o desencadeamento das crises, é fundamental uma boa rotina de sono: a criança deve sempre se deitar cedo e não pode ter atividades agitadas antes de ir para a cama. Em alguns casos, os pacientes têm episódios muito frequentes, o que acaba comprometendo sua qualidade de vida e até afetar o rendimento na escola, causando também irritação e aumento da agressividade. Nessas situações pode ser necessário tratamento com medicação ou terapia psicológica.


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