Endometriose e Adenomiose são a mesma coisa ?
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Endometriose e Adenomiose são a mesma coisa ?

Conhecidas como doenças da mulher moderna – relacionadas a muitas menstruações ao longo da vida, também com opção por uma gravidez tardia ou mesmo por não ter filhos -, a endometriose e a adenomiose são frequentemente conhecidas na cultura popular como "primas". A coordenadora da Clínica da Mulher ​do Hospital 9 de Julho, Dra. Bárbara Murayama, comenta que, apesar das causas específicas ainda serem desconhecidas, as doenças têm uma correlação.

 

"Ambas parecem estar ligadas aos hormônios femininos responsáveis pela menstruação. Mulheres que menstruaram mais cedo e mais vezes ao longo da vida podem estar mais susceptíveis", diz a ginecologista e complementa: "São doenças multifatoriais e acreditamos que há predisposição genética envolvida, influência do meio, entre outros fatores".

Uma das teorias para explicar a endometriose é a menstruação retrógrada - quando o sangue volta pelas tubas uterinas e pode implicar no crescimento do tecido do endométrio fora do útero. Já para adenomiose, uma das teorias é a da invaginação, em que o endométrio se infiltra na parede do útero criando focos nessa região", diz a médica.
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​​endometrioseXadenomiose.JPGDiferença entre endometriose e adenomiose

Os sintomas e a localização do tecido endometrial diferenciam as doenças. "Na endometriose, o tecido endometrial – que reveste o útero e cuja descamação gera o sangramento menstrual - sai da cavidade uterina e cresce em outros órgãos – ovário, intestino, trompa, bexiga e até pulmão, causando inflamação", explica a Dra. Bárbara.

Os sintomas incluem a cólica (dismenorreia) dentro ou fora do período menstrual, dor nas relações sexuais e/ou infertilidade. "Em algumas mulheres, porém, a endometriose não apresenta sintomas".

Já na adenomiose, o tecido endometrial cresce na camada muscular - miométrio, ou seja, na parede do útero. "O quadro clínico difere um pouco. Inclui sangramento amentado durante a menstruação, cólicas fortes (principalmente no período menstrual) e/ou infertilidade", diz a médica. A principal diferença é o sangramento que, na endometriose não altera o o fluxo menstrual, enquanto na adenomiose sim. 


diagnosticoendometrioseadenomiose.JPG​​Diagnóstico

O diagnóstico é feito após uma análise clínica detalhada e exame físico, tanto para um quanto para o outro. Os exames  para detecção dos problemas são: ultrassonografia com preparo intestinal e/ou a ressonância magnética. A especialista explica que antes era preciso cirurgia, como videolaparoscopia, e biópsia antes de iniciar o tratamento da endometriose. Hoje, com uma boa consulta médica,  exames de imagem bem feitos o médico já pode suspeitar do diagnóstico e sugerir a opção terapêutica mais adequada. "Quanto mais rápido iniciarmos o controle da doença melhor".

O ideal é começar o diagnóstico o quando antes, na adolescência, protegendo-as desses problemas. "Infelizmente, ainda há relatos de pacientes que demoraram de oito até 10 anos para diagnóstico de endometriose e possivelmente de adenomiose, passando por quatro ou cinco médicos diferentes antes de descobrir a doença".


​​tratamentoendometrioseadenomiose.JPGTratamentos

O tratamento depende da idade, se a paciente tem dor, se quer engravidar, quando quer engravidar e da localização das lesões. O tratamento pode ser por meio de cirurgia e/ou medicações. "Não existe um remédio que faça com que as lesões desapareçam. O que temos é a opção por um tratamento hormonal (como uso de uma pílula anticoncepcional) para diminuir a evolução da doença e controlar os sintomas", esclarece a Dra. Bárbara e complementa "A única opção que, em alguns casos, diminui lesões é a medicação que inibe e faz o bloqueio de hormônios, causando uma menopausa temporária – que não é feita de rotina, pelos efeitos colaterais e risco de osteoporose e nem mesmo pode ser feito continuamente. Esta medicação é usada por curtos períodos em situações específicas".

Quando o problema é a adenomiose, o tratamento definitivo é a histerectomia - remoção do útero por meio de cirurgia, o que para mulheres que ainda não têm filhos não é a opção ideal.

Há estudos pelo mundo e especialistas estão trabalhando em pesquisas e novos tratamentos.

 

 

 


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