Dor é principal sintoma da endometriose
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Dor é principal sintoma da endometriose

​​​​​O principal sintoma da Endometriose é a cólica. De acordo com a coordenadora da Clínica da Mulher do Hospital 9 de Julho, Dra. Barbara Murayama, ​é importante ficar atenta quanto à cólica incapacitante, ou seja, aquela que não permite que a mulher realize suas atividades rotineiras.​ Cerca de 10% das mulheres têm a doença. 

 


Outro sinal que merece atenção é a cólica progressiva que, a cada ciclo menstrual, piora. "Também vale atentar para quem não tinha cólica e passa a ter ou tinha e piorou muito". Os sintomas podem aparecer na adolescência, mas geralmente se agravam após os 25 anos, na maioria dos casos. É importante também prestar atenção na dor durante as relações sexuais, a chamada dispareunia. "É uma dor que a mulher sente no fundo da vagina e na pelve", completa​.

Dificuldade para engravidar é outro sintoma 

Embora não seja uma regra - pois algumas mulheres conseguem engravidar - quem tem endometriose tem mais dificuldade para engravidar. Isso ocorre porque o endométrio, tecido que reveste o útero, quando se espalha pela cavidade abdominal, pode causar aderências em diversos tecidos e órgãos comprometendo seu funcionamento.

Um dado importante, segundo a médica, é que os sintomas não necessariamente estão ligados à gravidade da doença. "Uma mulher pode ter poucas lesões e muita sensibilidade, enquanto outra pode estar com muitas lesões e não ter tanta sensibilidade".

Se a Endometriose for na região da bexiga a mulher pode apresentar desconforto ao urinar, especialmente no período menstrual e até apresentar sangue na urina. Nos casos em que a Endometriose se instala no intestino, a mulher pode apresentar constipação intestinal, estenose (estreitamento) do intestino, alteração no padrão da evacuação e, assim como ocorre com a bexiga, pode apresentar sangramento nas fezes no período menstrual.
 
​​Tipos

A Endometriose pode ser classificada em:  superficial (peritoneal), profunda infiltrativa, ovariana e extra pélvica. A forma de classificação mais utilizada, da Sociedade Americana de Medicina Reprodutiva é a seguinte: mínima (grau I), leve (grau II), moderada (grau III) e severa (grau IV). "Um alerta importante é que, como há uma piora do quadro em cada período menstrual, a mulher deve ficar atenta se não está com sangue nas fezes, na urina ou uma dor aguda na região pélvica neste período", sinaliza a médica.

 

exames_endometriose.JPG​​Diagnóstico

Para detectar lesões do endométrio são necessários exames de imagem como ultrassom, preferencialmente transvaginal e com preparo de intestino, ressonância magnética, colonoscopia, cistoscopia, exame de sangue, laparoscopia. "Os exames são individualizados, dependendo da queixa da paciente", conclui a médica.​

 

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